segunda-feira, 23 de maio de 2016

Posso até ouvir seus conselhos...seguir é uma escolha minha.



O autoritarismo, a posse, o controle √© quando queremos tamb√©m impor √†s outras pessoas nossas vontades. N√£o adianta se posicionar como conselheiros sem ser solicitado. E ainda assim,  se solicitado, saber respeitar o limite ,evitando ser invasivo. Me sinto invadida quando querem ensinar como devo alimentar a minha filha, cri√°-la, arrum√°-la. Se como muito ou devo deixar de comer. Com quem namoro ou deixo de namorar. O que fa√ßo com o meu dinheiro, com meu cabelo, meu tempo, enfim, a minha vida. Dar sugest√Ķes √© muito legal. Por vezes, fazemos isso quando achamos que podemos ajudar. Mas para tanto, precisamos conhecer bem o outro e saber se o mesmo realmente quer ser aconselhado. O interessante √© que normalmente, as pessoas que mais tomam a iniciativa para dar conselhos, s√£o as mais desastradas. As que mais insistem em que o outro lhe siga. √Č perigoso porque se a pessoa se der mal, o outro n√£o ter√° suporte para lhe ajudar. Mas, pela insist√™ncia deveria. Vejo doutrinas religiosas impondo regras na vida das pessoas, enchendo suas cabe√ßas de medo e culpa mas sendo incapazes de na hora da necessidade, atuarem de fato de forma pr√°tica em ajudar tais pessoas. Conselhos s√£o bem vindos quando em conjunto com perguntas sobre como a pessoa se sente diante do assunto em quest√£o. Na verdade s√≥ o dono da situa√ß√£o, saber√° a melhor forma de agir,  por estar ele dentro do problema. O que pode-se fazer √© oferecer op√ß√Ķes, escuta, e se for solicitado ainda. √Č muita gente querendo dar opini√£o e pouca gente preparada para isso. E caso algu√©m n√£o siga o seu conselho. Trabalhe isso dentro de voc√™ ,n√£o entendendo isto como uma rejei√ß√£o √† sua pessoa. Mas antes,como um exerc√≠cio de livre arb√≠trio do outro. N√£o desejemos portanto o seu mal porque n√£o seguiu o nosso conselho, n√£o somos senhores de ningu√©m. Estamos aqui na mesma caminhada, cada um aprendendo e vivendo da maneira que entende ser a melhor forma de viver.

IRACEMA CORREIA

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Respeito é bom e eu gosto!




Como diz a regra √Āurea: Tratai os outros como gostaria de ser tratado. Por a√≠ √© f√°cil seguir. Acredito que ningu√©m gosta de ser destratado ou ofenfido. Existem coisas que toleramos e outras n√£o. Quem convive a muito tempo conosco, certamente sabe o que nos afeta, incomoda ou deixa-nos feliz . Se portanto, ainda assim, n√£o consideramos o espa√ßo alheio √© porque tamb√©m n√£o nos importamos com a forma na qual somos tratados. Considera√ß√£o, respeito, empatia, miseric√≥rdia, s√£o palavras que diariamente faremos bem em entender o seu significado e pratic√°-las. E parar com esta mania boba de acreditar que dizer o que pensamos √© ser sincero. Por vezes pode ser grosseria mesmo. A verdade que n√≥s enxergamos nem sempre faz sentido pro outro, a depender do ponto de vis√£o que estivermos, da nossa caminhada, maturidade, conhecimento,etc. Podemos ter uma inveja do outro desnecess√°ria ( Sempre desnecess√°ria), problemas de autoestima mal resolvido. O que pode levar tamb√©m a um ci√ļme doentio, a atitudes infantis como sarcasmo, ironia,desprezo. √Č imprescind√≠vel a comunica√ß√£o. Penso na mesma como o fluxo sangu√≠neo em nosso corpo que,  quando interrompido, acarreta em problemas de sa√ļde graves em nosso organismo. Que saibamos respeitar o pr√≥ximo assim como queremos ser respeitados. E n√£o apenas us√°-lo ao nosso bel prazer. N√£o se usa pessoas para passar tempo, para brincar apenas ( a menos que haja contrato firmado para isto, tudo √© poss√≠vel neste mundo). Mas penso com o meu modo de ver o mundo, que se n√£o somos capazes de oferecer verdadeira companhia a algu√©m que n√£o tiremos ent√£o a sua solid√£o. Viver √© bom . Respeitando, melhor ainda.

Iracema Correia

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Vivendo um dia de cada vez...




"Penso hoje que sou como uma disc√≠pula de S√≥crates. Busco conhecer-me melhor a cada dia. Penso em superar minhas limita√ß√Ķes f√≠sicas atrav√©s da intelectual ou comportamental. Como queiram!
N√£o concebo a ideia de lamentos e lam√ļrias. Porque n√£o h√° outra sa√≠da para quem ama viver e sorrir, ainda que tudo doa, ainda que me falte o ar, ainda que adversidades se sobreponham √† minha vontade, eu s√≥ quero √© estar com gente que entende o que tenho, e n√£o me cobre... Porque j√° basta a minha pr√≥pria cobran√ßa. Quero √© ter muitos momentos felizes... J√° sou feliz por ver o alvorecer surgindo.. √Č m√°gico! √Č uma nova esperan√ßa que nos √© dada."

FA√áO MINHAS ESTAS PALAVRAS ūüĎŹūüĎŹūüĎŹIracema Correiareia

ABRAFIBRO ( ASSOCIA√á√ÉO BRASILEIRA DOS FIBROMI√ĀLGICOS )

Cansada de grosseria gratuita!



Acredito que um dos temas mais postados e compartilhados nas redes sociais.Amizades falsas,amizades verdadeiras.√Č incr√≠vel como a tecnologia "n√£o ajudou" as pessoas a se aproximarem mais.Facebook,Whatsapp..etc. Muitos visualizam a mensagem,a rede denuncia hor√°rio e ainda assim,n√£o respondem ao outro.Por que n√£o querem? Por que est√£o  ocupados? Vai saber.CONSIDERA√á√ÉO acredito ser uma palavra que engloba muita coisa. EMPATIA tamb√©m e se algu√©m se achar superior ao outro cito CONDESCEND√äNCIA.√Č, de forma ordenada,entendo como levar em conta o outro,os seus sentimentos,se por no lugar do outro,e sair um pouquinho da sua posi√ß√£o hierarquicamente superior ( se houver) e colocar-se, como citado anteriormente na mesma situa√ß√£o do outro,a fim de o compreender melhor.Deus,seu filho Cristo na B√≠blia,fizeram isto v√°rias vezes, como exemplo para n√≥s.Em G√™nesis 18 Deus diz a Abra√£o que ele est√° planejando destruir a cidade de Sodoma por causa do seu pecado e da imoralidade. Abra√£o pediu a Deus para n√£o destruir a cidade e Deus concordou, se Abra√£o pudesse encontrar 50 justos que ali viviam. O n√ļmero, em seguida, desceu para 45, depois 30, depois 20, e at√© 10.( trecho da Wikip√©dia).Este Homem,Abra√£o,foi considerado AMIGO DE DEUS.
Insistentemente Abraão fez a mesma pergunta para Deus e ELE, na sua condescendência,ouvia amorosamente a Abraão.Por que acharmos, como meros mortais que o próximo não merece ser considerado? Por que olhar uma pessoa com preconceito,de forma inferior,ou até julgá-lo bobo por não seguir a nossa "onda"? Por que tanta falta de consideração?Por que prometer se não consegue cumprir?Tantos porquês.Acredito que este conceito de amizade precisa ser melhor entendido,compreendido, antes de ser repetido aleatoriamente.Acredito que poucos lerão,pois o texto se estende e não é da cultura brasileira o hábito da leitura, por parte da maioria,mas se chegaram até aqui...muito obrigada.

Iracema Correia

s√°bado, 14 de maio de 2016

O tempo é relativo para cada um.


Ouvimos muito isto: "olha, o tempo est√° passando." Que tempo? O cronol√≥gico?  O emocional? O f√≠sico? Fazendo uma separa√ß√£o meio que subjetiva sobre este tempo, lembro-me de carros andando na pista. Uns em 80 Km/h, outros em 120 KM/h, alguns surpreendentemente em 60, talvez carregados de mercadorias, de produtos t√≥xicos, no seu canto, evitando a pista de velocidade, apenas indo na mesma dire√ß√£o que os outros.Cada carro um destino. Ainda na mesma dire√ß√£o e com tempo e velocidades diferentes.Lembro-me de ter enfrentado um engarrafamento de tr√™s horas onde n√£o passava da primeira marcha, muito raro a segunda. Pessoas paradas na pista, conversando, rindo, fazendo amizades. Quando desengarrafou, a pessoas entraram em suas " c√°psulas do tempo" movendo em diferentes ritmos e um, infelizmente n√£o controlou a velocidade. Acelerou tanto que acabou numa vala entre duas pistas, t√£o destru√≠do quanto uma latinha de sardinha amassada. Passei direto, outros pararam.N√£o tive estrutura pra ver e tamb√©m, nada poderia fazer. Pensei na fam√≠lia, no telefonema para avisar. Enfim...o tempo √© o senhor da raz√£o. Cada um tem o seu para amadurecer, observar e tirar conclus√Ķes, desistir, voltar ou simplesmente se jogar no abismo da pressa, atropelando sentimentos, invadindo espa√ßos, desrespeitando regras, manipulando os caminhos de outrem,  como senhores da vida. Qual o nosso  melho ritmo? Acredito que seja aquele que nos permita conduzir dentro de uma velocidade que n√£o nos prejudique, n√£o machuque o outro e que nos permita o controle do volante. Afinal,embora a viagem possa ser cheia de desafios, tenhamos paci√™ncia e sabedoria. No tempo certo, chegaremos l√°, bem, s√£os e salvos para desfrutar do nosso destino.

Iracema Correia

sexta-feira, 13 de maio de 2016

A import√Ęncia da Nutri√ß√£o afetiva.



Quem nunca chorou por afeto quando crian√ßa? Quem nunca desejou estar no colo da m√£e ou pai para se proteger do mundo? O calor e o afago de um abra√ßo e gestos carinhosos, alimentam a alma assim como o alimento f√≠sico, alimenta o corpo. √Č percept√≠vel o comportamento  agitado de crian√ßas que n√£o recebem carinho ou aten√ß√£o. √Č  diferente de mimos. Muitos pais compensam a sua aus√™ncia com presentes caros. Quando na verdade o que a crian√ßa necessita acima de tudo √©  de aten√ß√£o. Algumas falam alto, s√£o irritadi√ßas, agitadas. Elas gritam porque n√£o s√£o ouvidas. E querem ser. Aten√ß√£o e escuta √© algo t√£o valioso e mais ainda nos dias de hoje. A busca de atender as necessidades  b√°sicas que cada vez aumenta, mais  ainda nesta economia capitalista, tem afastado familias, rela√ß√Ķes afetivas de todas as formas. N√£o ouvimos mais a voz do outro para entender o susurro, o tom da voz, se est√° melanc√≥lico ou descontra√≠do ocorrendo assim, ru√≠dos na comunica√ß√£o. N√£o conseguimos  mais olhar nos olhos, pois a presen√ßa f√≠sica tamb√©m foi interrompida. Usam por a√≠ aplicativos que apareceram em tese, para melhorar a comunica√ß√£o e n√£o substitu√≠-la.Infelizmente, muitos tamb√©m desprezam esta ajuda.Sentir o cheiro, a presen√ßa o toque e principalmente o olhar √©  o meio de comunica√ß√£o mais avan√ßado que existe, pois estes, alcan√ßam o seu objetivo. A menos que um dos indiv√≠duos envolvidos na comunica√ß√£o n√£o queira por algum motivo, compreender o que est√° sendo dito. Porque esta compreens√£o abrange o querer. Quando queremos algo de verdade, n√£o h√° for√ßa que nos derrube. Quando queremos ter algu√©m por perto, conseguimos at√© em pensamentos se conectar com o outro. √Č  divino e maravilhoso este encontro. Uma rela√ß√£o que se mant√©m segura, ainda que haja interrup√ß√Ķes nos meios de comunica√ß√£o modernos, quem quer se encontrar, sempre se encontra de um jeito ou de outro. O querer √© a for√ßa motriz.

Iracema Correia

domingo, 8 de maio de 2016

Egos obesos e mentes anorexicas.



√Č  tanto achismo e poucos encontros. Muita gente achando tanta coisa sobre tudo e pouca gente encontrando respostas porque n√£o se aprofunda em nada. Muitos gostam de dizer. N√£o concordo! Mas sequer pesquisam ou procuram informa√ß√Ķes sobre quaisquer assunto em quest√£o. E o pior de tudo √© quando estas opini√Ķes sem consist√™ncia nenhuma vem de pessoas que em tese, deveriam ter conhecimento profundo sobre o assunto. Ou ao menos, algo saber. Me faz lembrar a letra da m√ļsica interpretada por Paula Toller: “Eu tenho pressa e tanta coisa me interessa mas nada tanto assim.” √Č muita necessidade de dizer” Eu sei” e pouca hombridade para ao menos nada dizer ou informar: vou pesquisar sobre o assunto. 
    Encontramos tantos pseudoprofissionais apresentando-se como t√©cnicos de um assunto e cometendo bobagens. Bobagens estas que podem a depender do caso, comprometer a vida  de muitas pessoas e at√© complicar. O que dizer ent√£o quando se intitulam chefes, doutores, coordenadores de uma institui√ß√£o e nem sequer sabem as leis ou base estrutural das institui√ß√Ķes a que representam?  Quando algu√©m √© menor do que o seu cargo exige o processo entrava e nada processa. √Č da√≠ que surgem as famosas “burrocracias”. Projetos loucos que n√£o chegam a lugar nenhum. E quer saber? Nosso pa√≠s est√° cheio destes exemplos. Com uma beleza e riqueza de todas as formas mal explorada e seus filhos passando fome. Ou algu√©m reage a tudo isto e coloca cada um no seu cada qual, ou continuaremos nesta louca vida insana, criando o h√°bito de reclamar e nada fazer. √Č a esposa que reclama dos maus tratos do incompetente chefe de fam√≠lia mas continua firme e forte com ele por que o mesmo lhe garante o p√£o de cada dia. √Č o seu plano de vida. Reclamar vira h√°bito. Se n√£o gostamos do que estamos vivendo, mudemos a situa√ß√£o.
IRACEMA CORREIA


s√°bado, 7 de maio de 2016

Por que me calo?



Por vezes o calar se faz mais necess√°rio do que declarar algo. Digo √†s vezes, porque no que diz respeito a direitos e deveres, injusti√ßas, a exemplo, √© pertinente n√£o nos calar. Ouvindo a autora do processo de Impeachment da atual presidente, quando a mesma foi indagada do porqu√™ se calava diante de tantas outras injusti√ßas ocorridas em cada Unidade Federal, a mesma, logicamente, disse que n√£o teria condi√ß√Ķes humanas nem f√≠sicas para solicitar o impedimento de todo o executivo que precisava, e que, a solicita√ß√£o escrita do Impeachment √© publica, sendo assim, qualquer um pode solicitar.E que, neste em que ela solicitou, percebia as atrocidades e, observava a passividade da popula√ß√£o diante do fato E QUE ALGU√ČM PRECISAVA FAZER ALGO. Bom, n√£o sou partid√°ria, mas esta fala dela, nos alerta que em alguns momentos de fato, precisamos falar, gritar se for necess√°rio. Como diz um pensamento: “S√≥ recorre aos gritos quem n√£o consegue triunfar com a raz√£o.” H√° tamb√©m um texto b√≠blico que diz que a mera opress√£o faz o s√°bio agir como um doido. S√£o tantos momentos de insist√™ncia em fazer a outra pessoa perceber a nossa dor, o que nos incomoda, que arrazoamos, gritamos e eu, no meu caso, por fim me calo. O meu sil√™ncio se n√£o for compreendido √© porque de fato, era o momento exato de calar. “Quem n√£o consegue compreender um olhar, tampouco compreender√° uma longa explica√ß√£o.” Outro s√°bio prov√©rbio.
    Em se tratando de pessoas do nosso conv√≠vio, daquelas que nos conhecem “aparentemente” t√£o bem, daquelas que nos doamos, h√° sempre a espera in√ļtil e decepcionante de ser compreendido, amado, defendido, protegido. N√£o, nem sempre isto acontece! Porque quem tem que nos amar, defender, compreender somos n√≥s mesmos. Com uma carga elevada de autoestima, precisamos nos esfor√ßar e repelir relacionamentos desgastantes, pessoas t√≥xicas, mentirosas ( ah...odeio mentiras e manipula√ß√£o, odeio que me enganem e achem que sou tola para n√£o perceber certas coisas, apenas me finjo de tonta, assim me sinto melhor, pois dialogar com pessoas desta estirpe sobre o assunto em si √© perda de tempo,infelizmente cada um se preocupa com o qu√™ lhe faz bem, apenas, olhar o lado do outro...sair do seu mundo confort√°vel para apenas observar outro ponto de vista √© dif√≠cil demais para alguns.) Ent√£o pergunto: Para qu√™ falar? Silencio-me e recuo a minha exist√™ncia.


Iracema Correia