s√°bado, 31 de dezembro de 2016

Feliz Ano Novo? Novo mesmo? Hummmm..




Sem querer ser a diferentona, aquela pessoa do contra ou que nada acredita e, deveras, ao mesmo tempo sendo um cadinho ou quem sabe um tant√£o. Nunca tive o h√°bito de comemorar ano novo, Natal, anivers√°rio....etc, seguindo esta linha por a√≠. Por quest√Ķes de cria√ß√£o religiosa e pesquisas, sempre encontrava no fundo destas tradi√ß√Ķes, uma adora√ß√£o √† algum tipo de deidade e sendo at√© ent√£o crist√£, n√£o fazia sentido este ecumenismo pois, segundo a religi√£o, estar√≠amos prestando adora√ß√£o √† outros deuses, sendo que  apenas haveria um √ļnico verdadeiro criador do Universo a quem deve √ļnica e exclusivamente toda adora√ß√£o. Por certo, foram anos dentro de uma bolha. Nunca me senti aflita ou desejosa de participar de tais comemora√ß√Ķes haja vista que as mesmas n√£o faziam sentido para mim. E mais ainda √© perceber que as pessoas que tanto persistem nestas comemora√ß√Ķes, sequer t√™m a no√ß√£o da mensagem que as mesmas querem passar.Mensagem seria na minha vis√£o, o cerne de tudo. Qual a raz√£o de tantas comemora√ß√Ķes? Que necessidade as pessoas tiveram para reservar dias para a mudan√ßa disto ou daquilo? Sabemos que ano novo √© apenas um dia para o outro. O que muda no cosmos? O que muda na minha vida? Que energia √© esta t√£o forte que influencia at√© na cor da roupa que usamos? Ser√° mesmo? Historicamente, sabe-se que povos antigos, festejavam as datas das colheitas, adoravam o deus Sol, como √© o caso da origem do Natal, relembrava em festejos a liberta√ß√£o do per√≠odo de escravid√£o, como era o caso da P√°scoa original comemorada pelos Israelitas, etc.. Eram sinais e momentos de reflex√Ķes. REFLEX√ēES, RE...
Ser√°? Quando ou√ßo m√ļsicas de pagode a um n√≠vel elevado de decib√©is e as pessoas gritando porque o som n√£o lhes permite serem ouvidas, eu me pergunto: como se processam essas comemora√ß√Ķes e onde est√° ent√£o o novo? Para a pol√≠tica sim, entrada de um novo prefeito, novo reajuste salarial, novas perspectivas para a Economia em caso de mudan√ßa de presidente tamb√©m, entre outras quest√Ķes. Digo na quest√£o do Eu, o que muda? Nada, nada muda. Sei que cada pessoa tem o seu ano pessoal e que sim, na data do seu anivers√°rio passam-se ciclos onde se cada um permitir, o novo ciclo poder√° de fato ser considerado novo.Para tanto, h√° a necessidade de Reflex√Ķes..RE, dar a marcha r√© n√£o no sentido de viver pro passado mas olhar para ele com flex√£o, flexionar as atitudes, amolecer o que precisa ser amolecido e enrijecer o que precisa ser enrijecido, caso contr√°rio, viveremos na √Ęnsia de novos tempos que NUNCA chegar√£o. Sejamos esta mudan√ßa que tanto desejamos. Mudemos o nosso proceder sempre refletindo cada ato e deixando um legado de sabedoria e paz para as pr√≥ximas gera√ß√Ķes.  Feliz Metamorfose!

Iracema Correia



quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Dezembro e o amor.



Ele teve seu prest√≠gio, mas acabou sendo trocado pela paix√£o instant√Ęnea e pelo sexo ocasional. Estou falando do amor, lembra dele? Pois √©, j√° viveu melhores dias. Nessa era dos entusiasmos superficiais, ficou cafona falar de amor. Casais agora se unem por desejo, oportunidade ou conveni√™ncia. Todos querem se apaixonar amanh√£ e somar mais um nome ao seu curr√≠culo pessoal de aventuras, mas cultivar um amor para sempre? Cruzes. O amor, para os desencantados do s√©culo 21, deixou de ser fotog√™nico e inspirador. J√° deu os versos que tinha que dar. Quem teria paci√™ncia e tempo, hoje, para se dedicar a uma s√≥ pessoa? O amor faz sofrer e, al√©m disso, n√£o rende uma boa hist√≥ria para repartir com os amigos, n√£o vira mat√©ria de Segundo Caderno, foi barrado das redes sociais.

O amor segue valorizado, apenas, no cinema e nos livros. A arte ainda investiga esse sentimento que teima em n√£o ser da forma que o idealizamos. O amor quase sempre se apresenta como dif√≠cil, seja por diferen√ßas raciais, sociais e de idade, ou porque um dos amantes √© casado, ou por ser vivido √† dist√Ęncia, ou ainda porque as fam√≠lias n√£o aprovam a uni√£o, no melhor estilo Capuleto e Montecchio (s√≥ que em vez de os pais encrencarem, agora quem encrencam s√£o os filhos do primeiro casamento).

Ainda assim, eu arriscaria dizer que nada é mais poderoso do que o que a gente sente. Nada. Nem mesmo o que a gente pensa.

O amor √© bem mais exigente do que a paix√£o ef√™mera: ele pressup√Ķe a constru√ß√£o de duas vidas a partir de uma simples troca de olhares, que √© como tudo geralmente come√ßa. Enquanto a paix√£o se esgota em si mesma e n√£o est√° interessada no amanh√£, o amor √© ambicioso, se pretende eterno, e para pavimentar esta eternidade n√£o mede esfor√ßos. √Č uma loucura disfar√ßada de sanidade.

N√£o fosse uma loucura, o amor n√£o seria o que √©: l√≠rico e profundo, rebelde e transformador. Amar √© a transgress√£o maior. √Č quando rompemos com a nossa solid√£o para inaugurar uma vida compartilhada e, portanto, in√©dita.

Só mesmo a loucura inclassificável do amor para fazer as pessoas criarem trigêmeos, trocarem de sobrenome, dividirem o mesmo banheiro, relacionarem-se com os parentes do outro e achar tudo isso normal e inebriante.

Mesmo desprestigiado, devemos muito a ele. “Ainda que eu fale as l√≠nguas dos homens e dos anjos, se n√£o tiver amor, serei como o bronze que soa, ou como o c√≠mbalo que retine.” S√£o Paulo, primeira ep√≠stola dos cor√≠ntios, cap. 13, v 1-7. Eis um pouquinho de reflex√£o neste m√™s natalino, em que o amor sai do limbo, ganha novo f√īlego e avisa que ainda est√° vivo. Seu aparente descr√©dito √© consequ√™ncia da pressa de viver, da urg√™ncia dos dias, da necessidade de se “aproveitar” cada instante, como se amar fosse um impedimento para o prazer. Francamente, o que se aproveita, de fato, quando n√£o se sente coisa alguma? A resposta √©: coisa alguma.

https://www.facebook.com/CronicasDeMarthaMedeiros


terça-feira, 13 de dezembro de 2016

COPIEI, COLEI, ME IDENTIFIQUEI E AMEI.



"Disseram pra ele que as coisas deveriam ser exatamente do jeitinho que s√£o e ponto final. Ele acreditou, n√£o questionou e apenas seguiu a boiada.
Disseram pra ele que trabalhar era algo abominável, um mal necessário e um castigo. Disseram que existiriam dias intermináveis que o tempo pareceria nunca passar para que enfim terminasse o martírio de mais um expediente de trabalho. Ele acreditou, não questionou e apenas seguiu a boiada.
Disseram pra ele que o diploma era algo tão importante que ele deveria, a qualquer custo, ainda que sem projeto, propósito ou vocação, vagar por qualquer faculdade, não importasse em qual curso, para deixar a sua família muito orgulhosa. Além disso, disseram pra ele que as festinhas regadas a bastante bebida e drogas o tornariam parte de uma elite intelectual e descolada de nosso País careta e analfabeto, pois um diploma pendurado na parede seria um grande diferencial, necessário e suficiente para o seu sucesso. Ele acreditou, não questionou e apenas seguiu a boiada.
Disseram pra ele que empreender e correr riscos era algo abominável, que um emprego com estabilidade era o bicho e que todos que acreditassem ser possível construir um projeto grandioso seriam considerados sonhadores alienados, bitolados, pobres coitados, dignos de pena e alvos de muitas gargalhadas em rodas de amigos. Eles garantiram a ele que esses sonhadores desajustados sempre acabariam explorados pelo sistema inescrupuloso e insaciável. Ele acreditou, não questionou e apenas seguiu a boiada.
Eles tamb√©m disseram pra ele que hor√°rio de trabalho que se preze seria no m√°ximo de 9:00h`as 18:00h, mas que de prefer√™ncia que fossem em meio expediente, de segunda a sexta, porque o domingo era dia de assistir programas de audit√≥rio na TV, dia de lavar, com o som tocando bem alto, minuciosamente o carro pago em 60 presta√ß√Ķes pra depois seguir para a um churrasco na laje e, ao final do dia, come√ßar a se lamentar nas redes sociais porque a segunda feira j√° est√° chegando. Ele acreditou, n√£o questionou e apenas seguiu a boiada.
Disseram pra ele que a casa própria, paga em 30 anos, financiada por um banco do governo, era sinal de status e segurança, ainda que no final fossem pagos mais de 3 vezes o valor de uma casa e que isso acabasse lhe prendendo a uma cidade, tirando-lhe a mobilidade de aceitar um desafio profissional ou negócios em outro Estado ou País. Ele acreditou, não questionou e apenas seguiu a boiada.
Disseram pra ele que quem nasce pobre morre pobre, que existiam cartas marcadas, que SOMENTE prosperava quem se envolvesse em algo il√≠cito ou quem ganhasse na Mega Sena. Disseram que quem n√£o tivesse capital, morreria com suas id√©ias debaixo do bra√ßo e que NADA poderia ser feito para mudar esta situa√ß√£o. Tamb√©m disseram pra ele que, na d√ļvida, seria melhor seguir o fluxo, para que no m√≠nimo, esta prerrogativa pudesse ser usada como um bom consolo e justificativa para sua frustra√ß√£o no futuro. Disseram tamb√©m para ele, em todas as r√°dios e programas de TV, que a melhor filosofia de vida seria a do "Deixa a vida me levar..."
Ele acreditou, n√£o questionou e apenas seguiu a boiada.
Disseram pra ele muitas outras coisas, como "mais vale o certo do que o duvidoso", que rico é tudo safado, que pobreza é uma virtude, que o Brasil é um país que não tem jeito, que o valor do jovem é muito pequeno por não ter experiência. Disseram pra ele de forma enfática: as coisas são desse jeitinho há séculos, ponto final e não se discute mais. Infelizmente ele acreditou, não questionou e apenas seguiu a boiada.
Só não disseram pra ele que sucesso é uma ciência exata que todos podem aprender. Também não disseram pra ele que não questionando e apenas seguindo a boiada, ele vai passar pela vida realizando muito pouco, apenas como um a mais numa imensa multidão de descontentes. Também esqueceram de dizer pra ele que o seu valor era enorme e que, independentemente de sua origem social, raça ou orientação sexual, ele poderia transformar a sua realidade e mudar o mundo e influenciar a todos ao seu redor.
Esconderam dele que, apesar da crise econ√īmica, h√° v√°rias pessoas vencendo no Brasil que come√ßaram do zero e romperam enormes barreiras sociais e mudaram o destino de seus sobrenomes.
Esqueceram de dizer pra ele que a maioria dos que ganham na loteria empobrece poucos anos mais tarde, que a M√ČDIA salarial de um jogador de futebol √© menor do que a m√©dia de um professor, que as subcelebridades dos reality shows t√™m uma ef√™mera fama que √© muito diferente de sucesso e que logo caem no ostracismo e que devemos escolher melhor os nossos referenciais a serem seguidos.
Que pena que n√£o disseram tudo isso pra ele. Por isso, ele terminou sua vida enterrado num cemit√©rio juntamente com todos os seus projetos, sem ter desfrutado da conquista de todos eles com a sua fam√≠lia e sem ter deixado legado algum para as pr√≥ximas gera√ß√Ķes.
Um grande desperdício..."

Flávio Augusto do "Geração de valor"

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Modo TURBO B√ČLICO!




" A gente s√≥ v√™ inimigo quando a gente j√° quer brigar. Quando a gente n√£o quer brigar, n√£o v√™ inimigo em ningu√©m. Sabe que tudo se d√° um jeito. S√≥ encrenqueiro v√™ inimigo.Nunca te ocorreu porque algumas pessoas entram na sua vida ? √Č uma quest√£o de afinidade. Sentou no banco da encrenca, trouxe encrenqueiro. S√≥ tem inimigo para guerreiro. Quem n√£o vem para guerrilhar, n√£o t√° no banco da marra, n√£o faz da guerra a estrat√©gia. Quem veio para vencer, d√° um jeito em tudo sem guerra."

Calunga por Gasparetto.

Essa frase bem como o termo “modo b√©lico “ utilizado pelo coaching Arly Cravo e tamb√©m Gisela Valin a quem eu copiei este texto do mural de sua p√°gina no Facebook , me fizeram relembrar tantas coisas. Principalmente a inten√ß√£o do cora√ß√£o das pessoas. Uma sociedade pronta pra guerrear! Sociedade esta com atitudes d√≠spares. Ora deseja o seu mal ora d√° a vida pra salvar a do seu pr√≥ximo.  Nitidamente perdida, assustada. Esse modo” Turbo B√©lico “ √© notado no tr√Ęnsito, no local de trabalho, nas rodas de conversas, nos relacionamentos. Uma competi√ß√£o desenfreada para PROVAR sei l√° o qu√™. Para mostrar quem √© que “manda “ no relacionamento afetivo. Quem se importa mais que o outro? Quem pergunta primeiro como o outro est√°. Neste caso o primeiro leva desvantagem, numa vis√£o b√©lica, pois mostra a sua fragilidade em rela√ß√£o ao outro. Mostra, mostra, mostra. Sempre MOSTRAR. Precisamos experimentar outras AMOSTRAS de afeto, carinho, coopera√ß√£o. N√£o mostrar por mostrar, antes sentir l√° dentro da alma a import√Ęncia de ser. De ser afetuoso, gentil, generoso, amoroso, educado. N√£o se sentindo assim um derrotado porque aparentemente se fragilizou diante de algum sentimento. O que importa √© a verdade que carregamos. E essa verdade se revelar√° a qualquer momento, mesmo que queiramos colocar a armadura de guerra. Querer estar sempre certo, ter a √ļltima palavra, n√£o ceder lugar ao outro por puro orgulho √© criar um clima doentio. O que ganharemos com isso? Estresse, tristezas, aborrecimentos! As pessoas s√≥ s√£o o que t√™m. Se cultivarmos princ√≠pios mais nobres do que a competi√ß√£o, teremos paz de esp√≠rito e nos cercaremos dos nossos iguais.

Prosperidade à todos!
Iracema Correia

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Luz na passarela e l√° vem elas!!!!





Essa m√ļsica foi uma esp√©cie de entrada triunfante da ent√£o nova loira do grupo √Č o Tchan, a Sheila Melo. Muito apropriada pois a mesma irradia luz n√£o s√≥ por ser bela mas por ser nativa do signo zodiacal regido pelo Sol, o Astro Rei. Ora pois, c√° estou eu para falar da minha descoberta tardia com rela√ß√£o a Astrologia. At√© meus trinta e cinco anos, nunca sabia, nem ligava para este lance de signo. Fui despertada √† curiosidade epistemol√≥gica. Sim, uma curiosidade com objetivos de encontrar o cerne da coisa e n√£o apenas o superficial. Fiquei surpresa e feliz ao me ver ali descrita.Com algumas observa√ß√Ķes um tanto que exageradas a respeito dos leoninos, em muitas literaturas "pseudos√©rias", procurei compreender de fato melhor as caracter√≠sticas do mesmo. Pois parto do princ√≠pio de que o autoconhecimento √© a raiz de todas as respostas para decis√Ķes importantes da vida. E conhecer nosso signo solar √© sem d√ļvida alguma a chave mestra. Descobri o meu decanato e planeta regente o que mo meu caso, n√£o √© um planeta e sim o Astro Rei. Embora os leoninos do segundo e terceiro decanato tenham similaridades comigo, os seus respectivos planetas regentes d√£o um toque a mais que diferenciam entre s√≠. Pois os segundo decanato tem reg√™ncia em Sagit√°rio regido por J√ļpiter e o terceiro decanato regido por √°ries que √© regido por Marte ( Deus da Guerra) : D . Enfim, meu signo √© do elemento fogo e fixo. Muita determina√ß√£o, generosidade. Amamos a honra, a palavra, o respeito. Quando amamos somos inteiro. Mas quando desprezados ou humilhados, sabemos ser pedra de gelo. E normalmente como a palavra de um rei ( reis do Zod√≠aco), n√£o costumamos voltar atr√°s uma vez tomada a decis√£o realmente . Cada leonino difere um do outro em diversos aspectos. Afinal o mapa astral √© quem dir√° de fato, quem somos por inteiro. Tenho ar no meu ascendente. Meu oposto. Dualidade completa entre como me mostro e como sou. Parab√©ns para mim por ter o privil√©gio de ter nascido entre 22 de Julho e 22 de agosto. Sabendo que estas datas variam de acordo a cada ano. Conhe√ßo leoninos do dia 23 de agosto por exemplo. S√≥ o mapa astral dir√°. No meu caso, n√£o nasci em cuspide( sa√≠da de um signo e entrada d'outro) sou leonina nata regida pelo Sol. E qu√£o bem me sinto por isto. Agora √© s√≥ pegar o melhor de tudo isso e brilhar mais ainda. A l√° Jennifer Lopez, Demi Lovato, Beatriz Segal, Gl√≥ria Pires, Daniela Mercury, Sandra Bullock....e luz na passarela que l√° vem elas. Poderosas!!!

Iracema Correia

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Entojada de gente ciumenta.



Me desculpe quem √© ciumento. Mas n√£o tenho a menor paci√™ncia pra crises de ci√ļmes. Homem ou mulher . Amizade ou rela√ß√£o entre casais, etc. Penso que quando conhecemos o nosso valor, n√£o nos abalaremos tanto com qualquer coment√°rio ou qualquer coisa. N√£o digo em casos gritantes, mas se isso ocorrer j√° √© uma prova de que o outro n√£o me merece. Quando adolescente, √© normal a inseguran√ßa. Mas vindo de pessoas supostamente maduras, chega me causa n√°useas. O outro √© um objeto por acaso seu para LHE PERTENCER??? De forma que n√£o possa conversar com ningu√©m? Ou olhar? Ser√° que voc√™ tamb√©m n√£o olha para outra pessoa? Penso que ci√ļmes √© uma forma de julgar os outros pela nossa personalidade. √Č por isso que muita gente tem dificuldades de come√ßar uma rela√ß√£o, pois antes at√© mesmo de firmar um compromisso, j√° est√° tendo crises convulsivas de posse sobre o outro. E o pior de tudo N√ÉO ASSUME. Isso n√£o √© nada bonito nem saud√°vel.Deus me defenda de gente ciumenta perto de mim! S√≥ tenho ci√ļmes do que me pertence por direito. Meu sal√°rio ganho, meus bens adquiridos com esfor√ßo, porque cuido e n√£o gosto que ningu√©m destrua. Quem me conhece bem sabe muito do que t√ī falando.Quem quiser vir comigo que me d√™ a m√£o,  se n√£o, escolha os seus iguais, simples assim. Ci√ļme √© doen√ßa e em casos graves,  desvio de car√°ter mesmo,que precisa ser tratado com autoconhecimento. Entojada com gente ciumenta. ūüė£ūüė£ūüė£ūüė£Iracema Correiama Correia

s√°bado, 25 de junho de 2016

Cara de Madeira





Eu sempre defendi a bandeira da sinceridade. Acredito que ela simplifica de forma extraordin√°ria a nossa exist√™ncia. Quando somos honestos em nossos relacionamentos tudo flui melhor.  Assim ningu√©m precisa ficar com medo de amar ou gastar horas analisando todas as possibilidades ou ainda tentar a fa√ßanha de adivinhar os pensamentos alheios. Fico imaginando a infinidade de carreiras finalizadas, em amores renunciados e pessoas infelizes porque n√£o tomaram posse da verdade consigo e com o pr√≥ximo.  Parece t√£o simples e salutar!  Por que ainda insistem em fugir da praticidade? Ent√£o eu cresci o suficiente para entender que TUDO  nesta vida tem pre√ßos e que a  conveni√™ncia e o conforto est√£o na tend√™ncia contempor√Ęnea. Ser sincero custa caro,  √© arriscado e ainda exige bom senso. Tem um pre√ßo. Por levantar esta bandeira meus bra√ßos n√£o se cansaram, contudo quebrar a cara tem sido t√£o natural quanto a luz do dia. H√°  vezes que eu penso,  desta vez nem super bonder resolve. (risos). Meu caro,  a mim √© prefer√≠vel sofrer por algo real,  e n√£o por mart√≠rio e arrependimento.  Do que me adianta o orgulho envelhecido com a cole√ß√£o de " e se "?! Isso deixa a consci√™ncia t√£o fedida como mofo. Talvez quando eu for velha minha cara estar√° mais remendada que aquela x√≠cara preferida. No entanto  terei uma certeza,  nunca deixei amores perdidos pelo caminho. Gosto da verdade n√£o porque √© o caminho mais f√°cil,  mas porque √© o mais justo. Ent√£o aquela senhora ser√°  quem ela sempre foi.  Afinal ela nunca foi do tipo que coleciona m√°scaras e " e se... "

Fonte: http://3peregrinas.blogspot.com.br/2014/08/minha-cara-de-madeira.html?m=1

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Honestidade...por onde andas?




Honestidade...por onde andas?

Por vezes percebo como √© comum a confus√£o entre honestidade e sinceridade e em como estas caminham numa linha t√™nue com a grosseria. N√£o vejo a necessidade de expormos nossas opini√Ķes sobre a vida de algu√©m, principalmente quando n√£o somos solicitados. Haja vista que uma opini√£o ainda que sincera, n√£o deixa de ser o seu modo particular e subjetivo sobre a vida em geral. Qualquer tentativa de impor isso a algu√©m n√£o deixa de ser uma viol√™ncia. Pois invade a privacidade alheia, sua f√©,  costumes, etc. para impor o que voc√™ pensa sobre o assunto em quest√£o. Seria bom que a sinceridade de fato viesse aliada com a honestidade . E com ela toda a integridade moral e √©tica. Encoberto com uma verdade de car√°ter, com filtro para a grosseria n√£o passar. Apenas o que somos e o que sentimos de fato. Sem maquiagem, sem deixar d√ļvidas ou algo subtendido. Uma eleg√Ęncia de car√°ter e postura de quem pensa e age de forma coerente. Honesta, mais precisamente, consigo.

Iracema Correia
Juro solenemente que direi a verdade....nada mais que a verdade. Hum!!


quinta-feira, 9 de junho de 2016

Você pode ser feliz e nem sabe.


E acredite... muitos ainda n√£o tiveram esta felicidade e talvez nunca a ter√£o.
Quantas reclama√ß√Ķes porque algo n√£o deu certo. Quantas incertezas, d√ļvidas e reclama√ß√Ķes diante de situa√ß√Ķes que dever√≠amos estar agradecidos. Enquanto uns reclamam porque o namorado n√£o deu o presente da forma bem escondida e surpreendente como esperava, a outra pessoa s√≥ queria ter um namorado que lembrasse o quanto ela √© importante pra ele e que quer lhe agradar, lhe ver feliz. Outras sendo assediadas por v√°rios homens lhe prometendo o c√©u e presenteando-as, confusas, pedindo a Deus discernimento enquanto algu√©m s√≥ desejaria ter  quem a amasse e lhe fosse companheiro pelo resto da vida. J√° outros lamentam que ouvir o forr√≥ faz lembrar o pai falecido, que dan√ßava muito com ele e que esta √©poca junina √© muito dif√≠cil encarar as lembran√ßas. Quem nunca teve um pai presente e n√£o sabe o que √© ter um olha para o passado e n√£o tem motivo pra sorrir. Porque desconhece o amor paterno. Mas ainda assim agradece a Deus por n√£o ter crescido num ambiente de abuso sexual por parte de pais e padrastos pedofilos. N√£o gosto de ver a vida com um olhar pequeno. Pois coisas boas t√™m que ser o normal da vida. As ruins s√£o as anormais.Mas,diante de tantas faltas e car√™ncias que muitas pessoas aqui sofrem. Talvez outras n√£o se d√™em conta de como est√£o reclamando de barriga cheia e deixando de apreciar e viver os melhores momentos da vida exigindo a perfei√ß√£o de tudo. √Č bom desejar o melhor. Mostrar-se grato torna o dia a dia mais leve. E para quem vive de esperan√ßa e nunca conheceu o amor de verdade, levanta as m√£os aos c√©us e agradece a Deus ou a quem quiser por nos ter criado, pois com certeza pra um prop√≥sito n√≥s temos. Acomodar o cora√ß√£o e viver um dia de cada vez. Agradecendo a capacidade de poder ter ouvidos para ouvir, boca para sorrir, dentes para mostrar a cada piada que certamente ouvir. Nem todos na vida consegue ter tudo mas podem fazer do que tem o seu tudo.

Iracema Correia

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Posso até ouvir seus conselhos...seguir é uma escolha minha.



O autoritarismo, a posse, o controle √© quando queremos tamb√©m impor √†s outras pessoas nossas vontades. N√£o adianta se posicionar como conselheiros sem ser solicitado. E ainda assim,  se solicitado, saber respeitar o limite ,evitando ser invasivo. Me sinto invadida quando querem ensinar como devo alimentar a minha filha, cri√°-la, arrum√°-la. Se como muito ou devo deixar de comer. Com quem namoro ou deixo de namorar. O que fa√ßo com o meu dinheiro, com meu cabelo, meu tempo, enfim, a minha vida. Dar sugest√Ķes √© muito legal. Por vezes, fazemos isso quando achamos que podemos ajudar. Mas para tanto, precisamos conhecer bem o outro e saber se o mesmo realmente quer ser aconselhado. O interessante √© que normalmente, as pessoas que mais tomam a iniciativa para dar conselhos, s√£o as mais desastradas. As que mais insistem em que o outro lhe siga. √Č perigoso porque se a pessoa se der mal, o outro n√£o ter√° suporte para lhe ajudar. Mas, pela insist√™ncia deveria. Vejo doutrinas religiosas impondo regras na vida das pessoas, enchendo suas cabe√ßas de medo e culpa mas sendo incapazes de na hora da necessidade, atuarem de fato de forma pr√°tica em ajudar tais pessoas. Conselhos s√£o bem vindos quando em conjunto com perguntas sobre como a pessoa se sente diante do assunto em quest√£o. Na verdade s√≥ o dono da situa√ß√£o, saber√° a melhor forma de agir,  por estar ele dentro do problema. O que pode-se fazer √© oferecer op√ß√Ķes, escuta, e se for solicitado ainda. √Č muita gente querendo dar opini√£o e pouca gente preparada para isso. E caso algu√©m n√£o siga o seu conselho. Trabalhe isso dentro de voc√™ ,n√£o entendendo isto como uma rejei√ß√£o √† sua pessoa. Mas antes,como um exerc√≠cio de livre arb√≠trio do outro. N√£o desejemos portanto o seu mal porque n√£o seguiu o nosso conselho, n√£o somos senhores de ningu√©m. Estamos aqui na mesma caminhada, cada um aprendendo e vivendo da maneira que entende ser a melhor forma de viver.

IRACEMA CORREIA

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Respeito é bom e eu gosto!




Como diz a regra √Āurea: Tratai os outros como gostaria de ser tratado. Por a√≠ √© f√°cil seguir. Acredito que ningu√©m gosta de ser destratado ou ofenfido. Existem coisas que toleramos e outras n√£o. Quem convive a muito tempo conosco, certamente sabe o que nos afeta, incomoda ou deixa-nos feliz . Se portanto, ainda assim, n√£o consideramos o espa√ßo alheio √© porque tamb√©m n√£o nos importamos com a forma na qual somos tratados. Considera√ß√£o, respeito, empatia, miseric√≥rdia, s√£o palavras que diariamente faremos bem em entender o seu significado e pratic√°-las. E parar com esta mania boba de acreditar que dizer o que pensamos √© ser sincero. Por vezes pode ser grosseria mesmo. A verdade que n√≥s enxergamos nem sempre faz sentido pro outro, a depender do ponto de vis√£o que estivermos, da nossa caminhada, maturidade, conhecimento,etc. Podemos ter uma inveja do outro desnecess√°ria ( Sempre desnecess√°ria), problemas de autoestima mal resolvido. O que pode levar tamb√©m a um ci√ļme doentio, a atitudes infantis como sarcasmo, ironia,desprezo. √Č imprescind√≠vel a comunica√ß√£o. Penso na mesma como o fluxo sangu√≠neo em nosso corpo que,  quando interrompido, acarreta em problemas de sa√ļde graves em nosso organismo. Que saibamos respeitar o pr√≥ximo assim como queremos ser respeitados. E n√£o apenas us√°-lo ao nosso bel prazer. N√£o se usa pessoas para passar tempo, para brincar apenas ( a menos que haja contrato firmado para isto, tudo √© poss√≠vel neste mundo). Mas penso com o meu modo de ver o mundo, que se n√£o somos capazes de oferecer verdadeira companhia a algu√©m que n√£o tiremos ent√£o a sua solid√£o. Viver √© bom . Respeitando, melhor ainda.

Iracema Correia

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Vivendo um dia de cada vez...




"Penso hoje que sou como uma disc√≠pula de S√≥crates. Busco conhecer-me melhor a cada dia. Penso em superar minhas limita√ß√Ķes f√≠sicas atrav√©s da intelectual ou comportamental. Como queiram!
N√£o concebo a ideia de lamentos e lam√ļrias. Porque n√£o h√° outra sa√≠da para quem ama viver e sorrir, ainda que tudo doa, ainda que me falte o ar, ainda que adversidades se sobreponham √† minha vontade, eu s√≥ quero √© estar com gente que entende o que tenho, e n√£o me cobre... Porque j√° basta a minha pr√≥pria cobran√ßa. Quero √© ter muitos momentos felizes... J√° sou feliz por ver o alvorecer surgindo.. √Č m√°gico! √Č uma nova esperan√ßa que nos √© dada."

FA√áO MINHAS ESTAS PALAVRAS ūüĎŹūüĎŹūüĎŹIracema Correiareia

ABRAFIBRO ( ASSOCIA√á√ÉO BRASILEIRA DOS FIBROMI√ĀLGICOS )

Cansada de grosseria gratuita!



Acredito que um dos temas mais postados e compartilhados nas redes sociais.Amizades falsas,amizades verdadeiras.√Č incr√≠vel como a tecnologia "n√£o ajudou" as pessoas a se aproximarem mais.Facebook,Whatsapp..etc. Muitos visualizam a mensagem,a rede denuncia hor√°rio e ainda assim,n√£o respondem ao outro.Por que n√£o querem? Por que est√£o  ocupados? Vai saber.CONSIDERA√á√ÉO acredito ser uma palavra que engloba muita coisa. EMPATIA tamb√©m e se algu√©m se achar superior ao outro cito CONDESCEND√äNCIA.√Č, de forma ordenada,entendo como levar em conta o outro,os seus sentimentos,se por no lugar do outro,e sair um pouquinho da sua posi√ß√£o hierarquicamente superior ( se houver) e colocar-se, como citado anteriormente na mesma situa√ß√£o do outro,a fim de o compreender melhor.Deus,seu filho Cristo na B√≠blia,fizeram isto v√°rias vezes, como exemplo para n√≥s.Em G√™nesis 18 Deus diz a Abra√£o que ele est√° planejando destruir a cidade de Sodoma por causa do seu pecado e da imoralidade. Abra√£o pediu a Deus para n√£o destruir a cidade e Deus concordou, se Abra√£o pudesse encontrar 50 justos que ali viviam. O n√ļmero, em seguida, desceu para 45, depois 30, depois 20, e at√© 10.( trecho da Wikip√©dia).Este Homem,Abra√£o,foi considerado AMIGO DE DEUS.
Insistentemente Abraão fez a mesma pergunta para Deus e ELE, na sua condescendência,ouvia amorosamente a Abraão.Por que acharmos, como meros mortais que o próximo não merece ser considerado? Por que olhar uma pessoa com preconceito,de forma inferior,ou até julgá-lo bobo por não seguir a nossa "onda"? Por que tanta falta de consideração?Por que prometer se não consegue cumprir?Tantos porquês.Acredito que este conceito de amizade precisa ser melhor entendido,compreendido, antes de ser repetido aleatoriamente.Acredito que poucos lerão,pois o texto se estende e não é da cultura brasileira o hábito da leitura, por parte da maioria,mas se chegaram até aqui...muito obrigada.

Iracema Correia

s√°bado, 14 de maio de 2016

O tempo é relativo para cada um.


Ouvimos muito isto: "olha, o tempo est√° passando." Que tempo? O cronol√≥gico?  O emocional? O f√≠sico? Fazendo uma separa√ß√£o meio que subjetiva sobre este tempo, lembro-me de carros andando na pista. Uns em 80 Km/h, outros em 120 KM/h, alguns surpreendentemente em 60, talvez carregados de mercadorias, de produtos t√≥xicos, no seu canto, evitando a pista de velocidade, apenas indo na mesma dire√ß√£o que os outros.Cada carro um destino. Ainda na mesma dire√ß√£o e com tempo e velocidades diferentes.Lembro-me de ter enfrentado um engarrafamento de tr√™s horas onde n√£o passava da primeira marcha, muito raro a segunda. Pessoas paradas na pista, conversando, rindo, fazendo amizades. Quando desengarrafou, a pessoas entraram em suas " c√°psulas do tempo" movendo em diferentes ritmos e um, infelizmente n√£o controlou a velocidade. Acelerou tanto que acabou numa vala entre duas pistas, t√£o destru√≠do quanto uma latinha de sardinha amassada. Passei direto, outros pararam.N√£o tive estrutura pra ver e tamb√©m, nada poderia fazer. Pensei na fam√≠lia, no telefonema para avisar. Enfim...o tempo √© o senhor da raz√£o. Cada um tem o seu para amadurecer, observar e tirar conclus√Ķes, desistir, voltar ou simplesmente se jogar no abismo da pressa, atropelando sentimentos, invadindo espa√ßos, desrespeitando regras, manipulando os caminhos de outrem,  como senhores da vida. Qual o nosso  melho ritmo? Acredito que seja aquele que nos permita conduzir dentro de uma velocidade que n√£o nos prejudique, n√£o machuque o outro e que nos permita o controle do volante. Afinal,embora a viagem possa ser cheia de desafios, tenhamos paci√™ncia e sabedoria. No tempo certo, chegaremos l√°, bem, s√£os e salvos para desfrutar do nosso destino.

Iracema Correia

sexta-feira, 13 de maio de 2016

A import√Ęncia da Nutri√ß√£o afetiva.



Quem nunca chorou por afeto quando crian√ßa? Quem nunca desejou estar no colo da m√£e ou pai para se proteger do mundo? O calor e o afago de um abra√ßo e gestos carinhosos, alimentam a alma assim como o alimento f√≠sico, alimenta o corpo. √Č percept√≠vel o comportamento  agitado de crian√ßas que n√£o recebem carinho ou aten√ß√£o. √Č  diferente de mimos. Muitos pais compensam a sua aus√™ncia com presentes caros. Quando na verdade o que a crian√ßa necessita acima de tudo √©  de aten√ß√£o. Algumas falam alto, s√£o irritadi√ßas, agitadas. Elas gritam porque n√£o s√£o ouvidas. E querem ser. Aten√ß√£o e escuta √© algo t√£o valioso e mais ainda nos dias de hoje. A busca de atender as necessidades  b√°sicas que cada vez aumenta, mais  ainda nesta economia capitalista, tem afastado familias, rela√ß√Ķes afetivas de todas as formas. N√£o ouvimos mais a voz do outro para entender o susurro, o tom da voz, se est√° melanc√≥lico ou descontra√≠do ocorrendo assim, ru√≠dos na comunica√ß√£o. N√£o conseguimos  mais olhar nos olhos, pois a presen√ßa f√≠sica tamb√©m foi interrompida. Usam por a√≠ aplicativos que apareceram em tese, para melhorar a comunica√ß√£o e n√£o substitu√≠-la.Infelizmente, muitos tamb√©m desprezam esta ajuda.Sentir o cheiro, a presen√ßa o toque e principalmente o olhar √©  o meio de comunica√ß√£o mais avan√ßado que existe, pois estes, alcan√ßam o seu objetivo. A menos que um dos indiv√≠duos envolvidos na comunica√ß√£o n√£o queira por algum motivo, compreender o que est√° sendo dito. Porque esta compreens√£o abrange o querer. Quando queremos algo de verdade, n√£o h√° for√ßa que nos derrube. Quando queremos ter algu√©m por perto, conseguimos at√© em pensamentos se conectar com o outro. √Č  divino e maravilhoso este encontro. Uma rela√ß√£o que se mant√©m segura, ainda que haja interrup√ß√Ķes nos meios de comunica√ß√£o modernos, quem quer se encontrar, sempre se encontra de um jeito ou de outro. O querer √© a for√ßa motriz.

Iracema Correia

domingo, 8 de maio de 2016

Egos obesos e mentes anorexicas.



√Č  tanto achismo e poucos encontros. Muita gente achando tanta coisa sobre tudo e pouca gente encontrando respostas porque n√£o se aprofunda em nada. Muitos gostam de dizer. N√£o concordo! Mas sequer pesquisam ou procuram informa√ß√Ķes sobre quaisquer assunto em quest√£o. E o pior de tudo √© quando estas opini√Ķes sem consist√™ncia nenhuma vem de pessoas que em tese, deveriam ter conhecimento profundo sobre o assunto. Ou ao menos, algo saber. Me faz lembrar a letra da m√ļsica interpretada por Paula Toller: “Eu tenho pressa e tanta coisa me interessa mas nada tanto assim.” √Č muita necessidade de dizer” Eu sei” e pouca hombridade para ao menos nada dizer ou informar: vou pesquisar sobre o assunto. 
    Encontramos tantos pseudoprofissionais apresentando-se como t√©cnicos de um assunto e cometendo bobagens. Bobagens estas que podem a depender do caso, comprometer a vida  de muitas pessoas e at√© complicar. O que dizer ent√£o quando se intitulam chefes, doutores, coordenadores de uma institui√ß√£o e nem sequer sabem as leis ou base estrutural das institui√ß√Ķes a que representam?  Quando algu√©m √© menor do que o seu cargo exige o processo entrava e nada processa. √Č da√≠ que surgem as famosas “burrocracias”. Projetos loucos que n√£o chegam a lugar nenhum. E quer saber? Nosso pa√≠s est√° cheio destes exemplos. Com uma beleza e riqueza de todas as formas mal explorada e seus filhos passando fome. Ou algu√©m reage a tudo isto e coloca cada um no seu cada qual, ou continuaremos nesta louca vida insana, criando o h√°bito de reclamar e nada fazer. √Č a esposa que reclama dos maus tratos do incompetente chefe de fam√≠lia mas continua firme e forte com ele por que o mesmo lhe garante o p√£o de cada dia. √Č o seu plano de vida. Reclamar vira h√°bito. Se n√£o gostamos do que estamos vivendo, mudemos a situa√ß√£o.
IRACEMA CORREIA


s√°bado, 7 de maio de 2016

Por que me calo?



Por vezes o calar se faz mais necess√°rio do que declarar algo. Digo √†s vezes, porque no que diz respeito a direitos e deveres, injusti√ßas, a exemplo, √© pertinente n√£o nos calar. Ouvindo a autora do processo de Impeachment da atual presidente, quando a mesma foi indagada do porqu√™ se calava diante de tantas outras injusti√ßas ocorridas em cada Unidade Federal, a mesma, logicamente, disse que n√£o teria condi√ß√Ķes humanas nem f√≠sicas para solicitar o impedimento de todo o executivo que precisava, e que, a solicita√ß√£o escrita do Impeachment √© publica, sendo assim, qualquer um pode solicitar.E que, neste em que ela solicitou, percebia as atrocidades e, observava a passividade da popula√ß√£o diante do fato E QUE ALGU√ČM PRECISAVA FAZER ALGO. Bom, n√£o sou partid√°ria, mas esta fala dela, nos alerta que em alguns momentos de fato, precisamos falar, gritar se for necess√°rio. Como diz um pensamento: “S√≥ recorre aos gritos quem n√£o consegue triunfar com a raz√£o.” H√° tamb√©m um texto b√≠blico que diz que a mera opress√£o faz o s√°bio agir como um doido. S√£o tantos momentos de insist√™ncia em fazer a outra pessoa perceber a nossa dor, o que nos incomoda, que arrazoamos, gritamos e eu, no meu caso, por fim me calo. O meu sil√™ncio se n√£o for compreendido √© porque de fato, era o momento exato de calar. “Quem n√£o consegue compreender um olhar, tampouco compreender√° uma longa explica√ß√£o.” Outro s√°bio prov√©rbio.
    Em se tratando de pessoas do nosso conv√≠vio, daquelas que nos conhecem “aparentemente” t√£o bem, daquelas que nos doamos, h√° sempre a espera in√ļtil e decepcionante de ser compreendido, amado, defendido, protegido. N√£o, nem sempre isto acontece! Porque quem tem que nos amar, defender, compreender somos n√≥s mesmos. Com uma carga elevada de autoestima, precisamos nos esfor√ßar e repelir relacionamentos desgastantes, pessoas t√≥xicas, mentirosas ( ah...odeio mentiras e manipula√ß√£o, odeio que me enganem e achem que sou tola para n√£o perceber certas coisas, apenas me finjo de tonta, assim me sinto melhor, pois dialogar com pessoas desta estirpe sobre o assunto em si √© perda de tempo,infelizmente cada um se preocupa com o qu√™ lhe faz bem, apenas, olhar o lado do outro...sair do seu mundo confort√°vel para apenas observar outro ponto de vista √© dif√≠cil demais para alguns.) Ent√£o pergunto: Para qu√™ falar? Silencio-me e recuo a minha exist√™ncia.


Iracema Correia


quarta-feira, 27 de abril de 2016

Socorro!

Nesta vibe


Que não tardemos em escrever uma nova história.



Somos autores da nossa pr√≥pria hist√≥ria. Em parte concordo, em parte n√£o. Somos senhores do nosso destino no presente momento em que tivermos condi√ß√Ķes emocionais e mentais de entender e perceber o mundo que nos gira. Sermos capazes de olhar como que de fora, diante de uma situa√ß√£o, se afastar dela para podermos ent√£o resolver as inc√≥gnitas que a vida nos oferece. Normalmente, as crian√ßas no ensino fundamental 1 n√£o costumam aprender senten√ßas matem√°ticas complexas envolvendo √°lgebras, no m√°ximo com uma inc√≥gnita, justamente para que elas compreendam a oposi√ß√£o entre as opera√ß√Ķes matem√°ticas. Isto porque, segundo estudos diversos, √© por volta do alvorecer, ( normalmente), da adolesc√™ncia, que come√ßam as formula√ß√Ķes de hip√≥teses. √Č onde o tal "aborrecente" come√ßa a questionar tudo num n√≠vel de autoridade compat√≠vel a uma pessoa bem vivida e por vezes costumam nos assustar, em alguns casos, porque superam alguns adultos, at√© os pais, na capacidade l√≥gica e fria de racionalizar e fornecer respostas para problemas que outrora eram complexos para n√≥s. E rimos, principalmente se forem nossos rebentos.
     Infelizmente, muitos de n√≥s enterramos a nossa vida na inf√Ęncia e adolesc√™ncia, e o tempo passa, e n√£o permitimos crescer. Estamos apegados ainda a vis√£o fantasiosa que fizemos da vida e do mundo. Quando crian√ßa, √© normal sonhar, fantasiar at√© um certo limite. Quando adolescente, questionar, se rebelar, buscar um grupo de identifica√ß√£o, chorar, gritar, apaixonar-se perdidamente, etc. Muitos n√£o conseguem ter adolesc√™ncia e sim apenas a puberdade. Adolescentes for√ßados a "amadurecer" antes do tempo e como toda fruta for√ßada ao amadurecimento, n√£o compreendem o verdadeiro sabor da vida. Outros s√£o protegidos como que dentro de uma bolha, pelos pais, religi√£o, etc. , tamb√©m ficam abafados, como uma mola apertada nas m√£os que de repente quando abrimos a m√£o, ela sai pulando para todos os lados. Bom mesmo, √© viver todas as fases no seu tempo. N√£o quero dizer assim que devemos abandonar a nossa crian√ßa interior, mas aprender a olhar o mundo com os olhos menos fantasiosos, bobos de uma crian√ßa que ainda √© levada por um estranho que lhe √© oferecida uma bala  e ela acredita e julga que aquela pessoa √© boa, quando pode ser um monstro por dentro. Para isso, precisamos alertar e cuidar desta crian√ßa.
     As nossas pessoinhas aqui, dentro de n√≥s, precisam de constantes alertas. Precisamos nos lembrar constantemente que nem toda oferta de doce √© um carinho em si, que o bicho pap√£o n√£o aparece quando apagamos a luz, que muitos medos est√£o dentro das nossas cabe√ßas, que n√£o somos mais aquele ou aquela adolescente taxada de rebelde ou superprotegidos pelos pais. Que na vida, nem sempre a frieza do oito ou oitenta funciona, nem tudo  Que n√£o somos a forma√ß√£o religiosa da nossa fam√≠lia. Enfim, libertarmos-nos.
     Segundo rege a nossa Justi√ßa, a partir dos onze ou doze anos, a crian√ßa pode escolher com qual membro da sua fam√≠lia prefere ficar, em caso de separa√ß√£o. A sua idade j√° lhe permite arrazoar. Que possamos, juntos com o nosso adolescente interno, fazer escolhas com base no que nos faz bem, sem a pressa da adolesc√™ncia que insiste em pensar que tudo precisa se resolver hoje, mas com a maturidade de um adulto que acordou para a vida e entendeu o que passou na sua hist√≥ria e prefere hoje, escrever com uma nova tinta e caligrafia, o seu novo caminho.
    Nem sempre somos nossos senhores...mas tudo na vida passa. E que bom que passe e v√° embora, levando consigo seus efeitos.       


Obrigada pela leitura.
Iracema Correia  

quarta-feira, 20 de abril de 2016

A receita da vida é não ter receita pronta.




Porque repetimos hist√≥rias t√£o semelhantes em nossas vidas. Ser√° carma meu Deus? Por vezes parece, at√© para quem nem conhece a teoria do reencarnacionismo. Uma sucess√£o de desventuras como a tal roda gigante. Um ciclo de acontecimentos parecidos que nos fazem por vezes concluir,  que n√£o temos sorte na vida, no amor, nas amizades, entre tantos setores. Enfim, a vida esta a√≠ para aproveitarmos dela o melhor que pudermos, usando nossas faculdades de racioc√≠nio da melhor forma. Aproveitando os aprendizados. E que os dias vividos sejam acrescidos de sabedoria, aprendizados, at√© alcan√ßarmos a tal maturidade. Que n√£o necessariamente vem sempre com o tempo,  mas sim com o que fazemos deles. As li√ß√Ķes existem para serem aprendidas. Os erros como uma forma de saber como n√£o devemos conduzir algo. E acima de tudo, seguirmos a intui√ß√£o do nosso cora√ß√£o que nos orienta onde realmente poderemos sentir completos. Somos seres √ļnicos e as experi√™ncias alheias assim como as roupas, nem sempre nos servem. Na verdade precisamos mudar as atitudes, a fim de encontrarmos resultados diferentes. As vezes o que precisa mudar √© apenas um ingrediente a fim de obtermos um resultado satisfat√≥rio na nossa vida. As vezes, a receita toda. S√≥ n√≥s saberemos no fim de tudo, qual receita utilizar. Mas com certeza, receitas prontas n√£o t√™m o mesmo sabor do que aquela criada naturalmente por n√≥s mesmos.

Iracema Correia

terça-feira, 19 de abril de 2016

4 coisas simples, difíceis de fazer quando se tem fibromialgia



A Fibromialgia (FM) e a Síndrome da Fadiga Crónica (SFC) podem afetar cada área da nossa vida, incluindo as tarefas mais básicas da nossa vida quotidiana. Às vezes conseguimos ser surpreendidos pela dificuldade que temos em fazer coisas em que, normalmente, nem pensávamos que estávamos a fazer.

Falando com v√°rias pessoas com a doen√ßa, foram identificadas 4 rotinas di√°rias que, frequentemente, se tornam complicadas, por causa dos diversos sintomas que nos afetam. √Č importante que os doentes saibam que n√£o est√£o sozinhos e que mais companheiros sentem isto.

Higiene di√°ria
Básico, certo? Levantas-te, tomas chuveiro, penteias o cabelo e tentas ficar o mais apresentável possível antes de sair de casa e encarar o mundo. Certo?
Para nós não é assim tão simples.

Primeiro, o chuveiro: o calor pode fazer-nos sentir tonturas e ativar a nossa hipersensibilidade à temperatura, o que leva ao aparecimento de outros sintomas. A água em chuveiro, para muitos de nós, é dolorosa para a pele, a qualquer temperatura. Este sintoma chama-se alodinia, e é caracterizado pela sensação de dor a estímulos (normalmente) não dolorosos.
Ficar de pé a tomar o chuveiro e usar vigorosamente os braços para lavar a cabeça causa-nos dor muscular e cansaço. Muitos de nós optam pelo banho de imersão, para contornar estes problemas.
Secar e pentear o cabelo, manter os braços levantados e sentir o calor do secador ou do ferro de alisar, principalmente a seguir ao duche, pode fazer-nos sentir como se estivéssemos numa cozinha quente há bastante tempo. Alguns de nós começam a transpirar excessivamente o que pode eliminar o esforço do banho de chuveiro... A maquilhagem pode tornar-se, também, extremamente cansativa.

A roupa a vestir
Etiquetas, tecidos √°speros, el√°sticos nas meias, cintos, as al√ßas do soutien... Tudo isto pode ser demasiado inc√≥modo, por causa da alodinia. Somos obrigados a escolher cuidadosamente a roupa que vestimos, todos os dias. A sensibilidade √† temperatura desempenha um grande, grande papel na escolha. Uma camisola quentinha e confort√°vel usada num dia frio pode tornar-se uma aut√™ntica sauna se entrarmos num s√≠tio com ar condicionado mais quente. Uma brisa suave facilmente nos faz arrepender de usar aquela blusa ou a t-shirt de algod√£o. Uma escolha errada, principalmente para quem tem sensibilidade ao frio e ao calor, acaba por nos sujeitar a um inc√≥modo insuport√°vel pois acabamos por gelar ou sobreaquecer ou ainda, alternar entre as duas sensa√ß√Ķes.

Falar ao telefone
Quando se tem disfunção cognitiva ou "nevoeiro cerebral" uma simples conversa pode ser extenuante. Qualquer interação social requer energia e, se não estiver face a face com o interlocutor, ainda mais energia. Uma grande parte da comunicação é feita através da linguagem corporal, o que não acontece quando se fala ao telefone, logo, isto exige mais concentração. Para a maior parte das pessoas isto passa completamente despercebido, para nós não. Para alguém com fibromialgia, uma conversa telefónica pode ser uma tarefa impossível.

Quando estamos ao telefone podemos ser facilmente distra√≠dos pelo que acontece no nosso meio ambiente e passa despercebido √† pessoa com quem falamos. Muitos de n√≥s t√™m grandes dificuldades em realizar m√ļltiplas tarefas ao mesmo tempo e, por isso, o nosso c√©rebro pode "bloquear" por breves instantes e perder algumas das palavras ditas pela outra pessoa. Como consequ√™ncia "perdemos o fio √† meada" o que pode ser embara√ßoso e frustrante.

Muitos de nós têm também dificuldade em encontrar a palavra certa no momento certo. Mais uma vez, num dia mau, podemos, facilmente ficar frustrados e estressados o que ainda agrava mais o problema.

Existe ainda um problema físico: segurar o telefone pode ser muito cansativo. Se tivermos que manter a mesma posição por algum tempo, acabamos cansados, se tivermos que inclinar a cabeça ficamos com dores... Enfim, todos estes factores podem tornar uma conversa agradável em desagradável, para dizer o mínimo.

Conduzir
O "nevoeiro cerebral" pode ser um grande problema quando estamos atr√°s do volante.
Alguns de nós esquecem-se frequentemente do nosso destino ou como chegar até lá. Pior ainda, podemos ficar desorientados e sem saber onde estamos. Quando isto acontece é muito assustador e pode levar até um pico de ansiedade o que, por sua vez, agrava os sintomas.
Também pode ser difícil prestar atenção a tudo o que convém quando estamos a conduzir. Nem sempre conseguimos processar toda a informação decorrente do ato de conduzir, o que leva uma pequena percentagem de portadores de fibromialgia a desistirem de o fazer. Outros limitam as viagens às que nos levam a sítios mais familiares enquanto a maior parte conduz normalmente e apenas evita a condução em dias piores.

Esta é uma decisão pessoal mas não podemos deixar de ter em consideração a nossa segurança e a dos outros. Não é má ideia pedir a opinião de familiares ou amigos que já viajaram conosco, já que eles podem aperceber-se de algum sinal ao qual não tenhamos prestado atenção.

Conhecer o corpo; Adaptação
Perante a realidade de ter uma doença crónica podemos ser confrontados com algumas mudanças no estilo de vida. Identificando as maiores dificuldades, estas podem ser evitadas ou contornadas para não terem um peso tão decisivo na nossa vida e poupando energia de que precisamos para outras tarefas com maior prioridade.
Seja honesto consigo pr√≥prio ao avaliar-se. Preste aten√ß√£o ao seu corpo e aos seus padr√Ķes de comportamento perante os sintomas que sente.

@ About Health

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Um mês de greve na segunda cidade mais rica do estado da Bahia.




"Camaçari, cidade riquíssima. Segunda maior arrecadação do Estado da Bahia. Nelas praias. Jauá, Arembepe, entre tantas. Maior Polo Petroquímico da região Nordeste. E há exatos um mês os professores em greve aguardando o Executivo lhe repassar o que lhes é de Direito. O seu salário corrigido com percentual de aumento vergonhoso de 11,36 por cento dado pelo Ministério da Educação. Eis a Bahia! Eis o Brasil! Que todos políticos afirmam a anos a fio planejar melhorias na Educação. Palmas para uma gestão que demonstra desprezo pelos Educadores. "Iracema Correia



À COMUNIDADE CAMAÇARIENSE! ( Ao Brasil, ao mundo!! *o grifo é meu.)

"Os professores da Rede P√ļblica Municipal de Cama√ßari v√™m, por meio deste comunicado, pedir desculpas e informar a todos que n√£o √© interesse dessa categoria sofrida permanecer em greve.

Essa situação vem se alongando desde o dia 18 de março, devido ao descaso do prefeito Ademar Delgado e do seu Secretário da Fazenda, Sr. Camilo Pinto.
Os professores entregaram a pauta de reivindica√ß√Ķes- 2016 desde o dia 09 de dezembro de 2015, tendo como data base, o m√™s de janeiro.

O prefeito informou, no inicio de fevereiro, que s√≥ poderia dar uma resposta no dia 14/03/16, intervalo de tempo respeitado e esperado, com muita ansiedade, pela categoria, a qual, na data supracitada, na mesa de negocia√ß√Ķes, foi surpreendida com uma negativa do Secret√°rio da Fazenda do Munic√≠pio e do atual Secret√°rio de Educa√ß√£o, Professor Juipurema Sanches, quando afirmaram n√£o haver proposta de reajuste para os professores dos n√≠veis 1, 2 e 3 (graduados e p√≥s graduados), sendo somente contemplados os 105 professores especiais, e que s√£o a minoria, excluindo deste, aproximadamente, 1.800 professores, alegando limite prudencial, o que fez a categoria deflagrar greve por tempo indeterminado, a partir de 18/03.

At√© o dia 08/04, d√©cimo quarto dia √ļtil da greve, o governo se manteve calado, ignorando o movimento dos professores e os 50.000 alunos sem aulas.

Somente em 11/04 que o governo apresentou a primeira proposta de 2% em maio e 8,67% em dezembro, ambos sem retroativo, a qual foi extremamente desrespeitosa.

Hoje a proposta do governo é: 2% maio, 8,67% outubro, sem retroativo.
Desta forma, o desrespeito continua, quer oferecer a inflação dividindo e sem retroativo, ou seja, quer retirar os direitos (da nossa data base e do nosso plano de carreira).

Vale ressaltar que, em 2015, sofremos redu√ß√£o salarial de 2,17%. Esse ano, o governo quer reduzir ainda mais com justificativas de n√£o ter dinheiro, mas n√£o abre as contas para que professores e pais de alunos possam saber como atingiu esse limite prudencial, j√° que esta √© uma cidade rica, que arrecada bilh√Ķes por ano.

Queremos esclarecer tamb√©m, que munic√≠pios que t√™m uma arrecada√ß√£o muito menor do que CAMA√áARI, j√° pagaram aos seus professores, com o percentual do piso (11,36%), como exemplo: Dias D'√Āvila, Sim√Ķes Filho, Saubara, Santo Amaro, Marac√°s...
Vale ressaltar, que esse percentual de reajuste, Camaçari e todos os outros municípios brasileiros já estão recebendo por aluno, desde 01/01/16.

O Ministério da Educação estabelece que se os municípios não tiverem como pagar aos professores, devem solicitar da União uma complementação, mas para tanto, as contas têm que ser abertas para provar que não tem o dinheiro. Por que será que a prefeitura não quer pedir dinheiro para a UNIÃO?

Salientamos que a nossa luta é também por uma melhor qualidade de ensino, transporte escolar, revisão plano de carreira dos professores, que está engavetado desde 2012, merenda escolar de qualidade, transporte digno para os professores, material didático e de limpeza nas escolas.

Hoje, 18/04/2016, a nossa greve está completando um mês!!
Estamos protagonizando 20 dias sem aulas. E ainda não temos uma proposta do governo que seja no mínimo aceitável para que a greve acabe."

*Comiss√£o de greve dos professores da rede p√ļblica municipal de Cama√ßari.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Martha Medeiros: OS VIRGENS Sou virgem e meu signo é... OS VIRGENS








Martha Medeiros: OS VIRGENS Sou virgem e meu signo é...
OS VIRGENS

Sou virgem e meu signo é Leão. Sou casada e sou virgem, tenho filhos e sou virgem. Tão virgem quanto você.

Quando falamos em virgindade, logo pensamos em sexo, e a partir do dia que o experimentamos, o mundo parece perder seu mistério maior. Não somos mais virgens - que grande ilusão de maturidade.

Virgindade é um conceito um tanto mais elástico. Somos virgens antes de voltar sozinhos do colégio pela primeira vez. Somos virgens antes do primeiro gole de vinho. Somos virgens antes de conhecer Nova York. Somos virgens antes do primeiro salário. E podemos já estar transando há anos e permanecermos virgens diante de um novo amor.

Por mais que j√° tenhamos amado e odiado, por mais que tenhamos sido rejeitados, descartados, seduzidos, conquistados, n√£o h√° experi√™ncia amorosa que se repita, pois s√£o variadas as nossas paix√Ķes e diferentes as nossas etapas, e tudo isso nos torna novatos.

As dores, também elas, nos pegam despreparadas. A dor de perder um amigo não é a mesma de perder um carro num assalto, que por sua vez não é a mesma de perder a oportunidade de se declarar para alguém, que por outro lado difere da dor de perder o emprego. Somos sempre surpreendidos pelo que ainda não foi vivido.

Mesmo no sexo, somos virgens diante de um novo cheiro, de um novo beijo, de um fetiche ainda não realizado. Se ainda não usamos uma lingerie vermelha, se ainda não fizemos amor dentro do mar, se ainda cultivamos alguns tabus, que espécie de sabe-tudo somos nós?

Eu ainda sou virgem da neve, que j√° vi est√°tica em cima das montanhas, mas nunca vi cair. Sou virgem do Canad√°, da Turquia, da Polin√©sia. Sou virgem de helic√≥ptero, Jack Daniels, rev√≥lver, an√°lise, transa em elevador, LSD, Harley Davidson, cirurgia, rafting, show do Neil Yong, siso e passeata. A virgindade existencial nos acompanha at√© o fim dos nossos dias, especialmente no √ļltimo, pois somos todos castos frente √† morte, nossa derradeira experi√™ncia in√©dita. Enquanto ela n√£o chega, √© bom aproveitar cada minuto dessa nossa inoc√™ncia frente ao desconhecido, pois √© uma aventura t√£o excitante quanto o sexo e n√£o tem idade pra acontecer.
Martha Medeiros MEDEIROS, M. Felicidade Cr√īnica. Porto Alegre: L&PM, 2014.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Sobre o curry...


Sobre o curry...


Com esta onda de preocupação alimentar saudável, eu ficava pensativa com relação a utilização do caldo de carne, frango,etc., uma vez que os mesmos são ricos em sódio, conservantes,etc. Resolvi então por acaso, utilizar o curry pois nunca tinha utilizado como tempero, na verdade eu estava a procura do açafrão, que amo por demais. Resolvi então testar o curry e fui gostando tanto, principalmente no frango e peixe, que esqueci quase por completo dos caldos industrializados. Amo muito tudo isso. Amo a possibilidade da natureza poder nos dar coisas tão puras e funcionais. Só cabe desfrutarmos.
IRACEMA CORREIA    


" O Curry √© uma especiaria de Origem indiana composta por v√°rios ingredientes, que podem variar conforme a regi√£o onde ele foi produzido. Entre esses ingredientes, encontramos: gengibre, pimenta dedo-de-mo√ßa, pimenta vermelha, canela em rama, cominho, pimenta-do-reino, cardamomo, cravo, erva-doce, c√ļrcuma e coentro em gr√£os. No seu preparo, esses temperos s√£o torrados, mo√≠dos e usados em diferentes propor√ß√Ķes.
O pigmento que d√° a colora√ß√£o amarela ao curry √© chamado de curcumina. A curcumina √© um importante antioxidante para o nosso organismo, protegendo as c√©lulas dos danos causados pelos radicais livres. Dessa forma, ´previne o envelhecimento Celular, nos protege de doen√ßas cr√īnicas como as doen√ßas cardiovasculares, c√Ęncer e diabetes, e doen√ßas neuro-degenerativas como a doen√ßa de Alzheimer e Parkinson. A curcumina possui ainda efeitos anti-inflamat√≥rios antibacterianos e antivirais. Acrescentando 1 colher de ch√° de c√ļrcuma ao dia √© uma maneira simples, r√°pida e econ√īmica de proporcionar diversos benef√≠cios √† sa√ļde.
Na culinária, é uma especiaria que fornece sabor às carnes, peixes, aves, molhos, sopas de peixes, moluscos, assados em geral e cozidos. Veja aqui 9 dicas de como usar o condimento e trazer sabores diferentes para as receitas do dia a dia.


1- Substituto do sal
Tempere carnes, mariscos, legumes e arroz com ele e elimine o sal do preparo.
2- Bom até com frutas
Corte as peras ao meio. Coma polpa, faça um recheio de gorgonzola, nozes e curry. Grelhe alguns minutos e voilá!
3- Aperitivo diferente
Leve ao forno damascos secos, avel√£s, amendoim, uvas-passas embebidas em cerveja, castanhas-do-brasil  e de caju. Coloque curry e sirva!
4- Casamento perfeito
O curry é um excelente ingrediente para acrescentar no seu chocolate quente
5- Purê com peixe
Cozinhe maçãs e bata a polpa com curry para criar um purê delicioso e acompanhar pratos de peixe e carne branca.
6- Mistura com maionese
Patês de sardinha podem receber uma pitada do tempero para diminuir o gosto.
7- Para comer com vinho
Pratos à base de peixe e carne branca com curry combinam bem com vinhos aromáticos.
8- Toque vegetariano
O condimento em pó combina com queijos e ovos e fica ótimo com tofu. Dá um toque especial às comidas vegetarianas.
9- Batatas ao forno
Inclua o curry para temperar batatas e, em seguida, as leve para assar. Elas Ô¨Ācam com uma colora√ß√£o linda e um sabor bem mais apurado.


FONTE: http://www.biotipopsicologia.com.br/novosite/index.php/component/content/article/37-receitas/135-conheca-os-beneficios-e-maneiras-de-utilizar-o-curry


sábado, 26 de março de 2016

Filme os Vingadores...só acho ( pra descontrair)





Hulk só resolve as paradas quando tá nervoso, segura por vinte dias a pressão ( parece mulher na TPM... depois estoura, dá dois gritos e eis a solução) Arregaçou com Loki, " Eu sou Deus!."..Tchimbum deu dois saculejo e disse...deus fraco) Eita bicho brabo...xonei <3 .
Gavião Arqueiro, olho lindo, todo lindo, parece que tem olho nas costas, xonei também <3

Natasha, só sabe encarar com zoião (cara feia pra mim é fome), mas no primeiro espirro de Hulk , se tremeu toda. Frouxa, rsrsr (SQN)
O Homem de Ferro se acha o √ļltimo biscoito do pacote, cheio de presepada, mas se n√£o √© a armadura, num serve para nada. Presepeiro todo. Ainda achou que hulk o beijou para acord√°-lo. Doente rsrsrsrs.
Capitão América parece um Porta Bandeira de Escola de samba, só serve para exibir a bandeira dos EUA e apresentar os outros vingadores, mandão que só ele, nem "as poliça" levou fé.

Thor e o martelo, o martelo e Thor (ai como eu queria ser aquele martelo), acorda pra vida meu irmão, tanta força e muita inocência. Parece homem que gosta de tomar chifre, brabo que só ele, mas num é que acredita de novo na marvada?
Loki... meu camarada, tu tem um sorriso lindo, "mar num vale nada" , parece esses homens ruim que conquista a mulher pelo sorriso , apronta mil vezes e ela acredita. Neste caso é Thor o irmão. Tão puro tadin, honrado inocente. Resumindo...olha o poder de destruição que a inveja tem?
Minha resenha do filme: Ser√° que tiro nota dez :) ?
Só pra descontrair, rindo muito!
A frase que mais me fez refletir no filme foi a que Loki disse: "A raça humana gosta de ser submissa."
Iracema Correia

quinta-feira, 24 de março de 2016

Proteja-se de pessoas com baixa autoestima.



Proteja-se de pessoas com baixa autoestima. S√£o essas que necessitam reafirmar a sua personalidade com atitudes narcisistas. Fazendo de tudo para manter o outro sob os seus dom√≠nios.  Utilizando de joguinhos infantis. Atraindo e repelindo voc√™ ao mesmo tempo. Se h√° um relacionamento neste n√≠vel e nesta vibe ,fazemos bem em repelir. O que √© bom, sincero e verdadeiro que de fato tem grande valor, n√£o se constr√≥i com ofensas, mentiras ou caprichos. Ningu√©m muda ningu√©m. O que no m√°ximo podemos fazer √© orientar. A mudan√ßa est√° em cada pessoa. E cada um tem o seu tempo de amadurecer ou n√£o. Isso √© uma escolha pessoal. N√£o podemos dar p√©rolas a porcos e esperar que os mesmos valorizem-nas. Da mesma forma, esperar que alguma pessoa compreenda o valor de um sentimento verdadeiro, baseado na sinceridade e dedica√ß√£o, quando ela mesma n√£o reconhece ou valoriza tal situa√ß√£o √© um grande engano. Muitos aborrecimentos evitamos quando n√£o for√ßamos ningu√©m a ser o que n√£o est√° na sua natureza. H√° pessoas que se acostumam com outras formas de demonstra√ß√£o de carinho, se √© que podemos chamar assim. As vezes carinho e aten√ß√£o em excesso incomoda alguns. O que fazer? Se   proteger dos joguinhos. Abrir os olhos pois muitos s√≥  querem ter a certeza de que voc√™ est√° por perto e ter o controle dos seus sentimentos. Isso √© narcisismo, problemas de ego mal resolvido. Autoestima baixa. Fiquemos espertos.

segunda-feira, 21 de março de 2016

√Č importante ser √ļtil, melhor ainda √© ser amado.




√Č muito delicioso de se ouvir: " Senti a tua falta!". Maravilhoso e pleno √© quando sentimos que a nossa falta, de fato , √© sentida. Quem sente falta, procura. Quem tem sede, procura algo para se refrescar, quem tem fome, algo para  se saciar. Para estas duas √ļltimas situa√ß√Ķes, tanto a √°gua quanto a comida foram √ļteis no processo de satisfazer necessidades que s√£o in√ļmeras e cada dia aumentam mais. Penso ent√£o, no quanto somos importantes para algu√©m. Se somos √ļteis ou de fato fazemos falta. √Č uma ben√ß√£o ter amigos e familiares que atendam as nossas necessidades quando estas aparecerem. Possam ser as de divers√£o, aten√ß√£o, financeiras,t√©cnicas,el√©tricas, mec√Ęnicas,  sexuais, etc. Procuramos muitas vezes, nos cercar de "Severinos" ou reis das gambiarras, para quando precisarmos, num estalar de dedos, eles aparecerem. Ou aquele amigo para "todas as horas", que possam nos garantir, divers√Ķes, risos, prazeres, etc. O pai, a m√£e, o irm√£o, namorado ou amigo que sabemos que "sempre ser√£o o nosso suporte" em caso de qualquer necessidade, principalmente a financeira e f√≠sica.√Č muito bom, viver, sabendo que podemos ter sempre com quem contar. Pessoas essas que NUNCA ser√£o capazes de negar ajuda  e NUNCA ser√£o capazes  de passar isso na nossa cara, como uma esp√©cie de vingan√ßa. Queremos de fato, ter algu√©m em quem confiar, algu√©m que nos ame incondicionalmente. Mas nem sempre temos porque as vezes, n√≥s somos este algu√©m para todo mundo. Por vezes √© f√°cil sentirmos-nos √ļteis, acumulamos experi√™ncias de vida, amadurecemos, procuramos desenvolver a praticidade na vida, de forma que conseguimos "desenrolar os n√≥s da vida" sem tamanhas dificuldades. O outro diz que nos ama, que n√£o vive sem a nossa presen√ßa, que somos mais do que especial. E fico eu c√° a me perguntar. Ama o que eu represento na vida desta pessoa no sentido de utilidade ou no sentindo da minha presen√ßa ainda que n√£o t√£o √ļtil assim? Sou uma pessoa √ļtil e devemos ser, afinal, como diz um velho ditado popular " Quem n√£o vive para servir, n√£o serve para viver." Mas porque eu me coloco na condi√ß√£o de algu√©m t√£o √ļtil? Para me sentir uma falsa sensa√ß√£o de ser querido, amado? Ser√° que eu me coloco na vida de uma pessoa de forma t√£o plena, que n√£o deixo que a mesma n√£o sinta falta de nada? Ser√° que a√≠ n√£o esconde um desejo inconsciente de criar uma esp√©cie de  simbiose? Eu te sirvo e voc√™ fica comigo, assim n√£o ficamos s√≥s. N√£o creio que esta rela√ß√£o seja sadia assim. Desejo um amor que mesmo eu n√£o estando √ļtil, me seja dispensado. Que a minha pessoa seja querida, mesmo n√£o servindo tanto assim. Que o amor por mim, venha de um bem querer sincero, de um afeto e o prazer apenas de estar comigo, ainda que eu n√£o esteja servindo aparentemente para nada.Embora aqui, eu  possa entrar em contradi√ß√£o, mas para facilitar, cito o exemplo de uma m√£e que cuida de onze filhos e estes onze filhos n√£o conseguem cuidar de uma m√£e. A m√£e foi √ļtil para todos estes filhos enquanto estava nos seus dias de gozo de uma vida saud√°vel. Por√©m, depois de idosa, cansada e abatida, nem todos os filhos conseguem mensurar a import√Ęncia da presen√ßa da m√£e porque a mesma j√° n√£o lhes √© t√£o √ļtil assim. Sabemos que h√° m√£es e M√ÉES, filhos e FILHOS, CONTEXTOS E CONTEXTOS. N√£o podemos julgar pois cada situa√ß√£o √© √≠mpar. Apenas √© um convite √† reflex√£o na rela√ß√Ķes humanas. Se somos √ļteis ou amados, simplesmente por sermos n√≥s. Sabemos que somos amados ao inv√©s de apenas √ļteis, quando podemos ser n√≥s mesmos, felizes com nossas escolhas, livres e ainda assim, termos o apoio e o carinho daqueles que nos cercam. Aquela m√£e que resolveu conhecer o mundo, depois dos filhos estarem criados e ainda assim, estes mesmos filhos ligarem para ela o tempo todo, para saberem se a mesma est√° bem e feliz. √Č voc√™ estar simplesmente cansado n√£o sendo boa companhia e o outro sentar ali  ao seu lado sem nada dizer, mas estar com voc√™,sem nada exigir. √Č voc√™ ser voc√™ mesmo, com suas escolhas, erros, acertos, problemas f√≠sicos e se sentir  pleno porque ainda assim,  voc√™ se sente querido, daquele jeitinho que chega acalma o cora√ß√£o, um acolhimento para a alma. Eu prefiro amar e sentir ser amada, mesmo um dia n√£o sendo t√£o √ļtil  assim. √Č uma utopia neste momento. Mas gosto de utopias, me fazem bem.

Iracema Correia

sábado, 19 de março de 2016

Para onde vão os dias? Só o tempo dirá.





Que nada sabemos e ficamos sem entender certas coisas. O porqu√™ delas acontecerem conosco ou o porqu√™ de n√£o acontecerem. Acredito que se n√£o foi desta vez, ser√° bem melhor da pr√≥xima. . Tudo na vida tem o seu tempo, e o tempo cura tudo. Cura cicatrizes que no momento parecem ser incur√°veis. Removem situa√ß√Ķes que no momento nos incomodam tanto, parecendo gigantes, s√≥ que quando o tempo passa, pessoas outrora importantes daquele momento, viram apenas recorda√ß√Ķes de dentro de um velho ba√ļ que vez por outra lembramos de abrir e retirar, junto com a poeira acumulada do tempo. O tempo √© o senhor das raz√Ķes. Apenas ele n√£o usa anestesia, e para confiar nele, precisamos desta coragem e PACI√äNCIA. No final de tudo, mesmo que nada aconte√ßa como queiramos, aprendemos uma li√ß√£o. Se n√£o ocorreu, apesar de nossos esfor√ßos √© porque n√£o teria que ser. E o que tiver que ser para o nosso bem, assim o ser√°, desde que vibrarmos nossos desejos mais sinceros do fundo do cora√ß√£o, de tal maneira que ele ecoe para o universo, e este responder√° na medida em que for melhor para n√≥s. Viver √© uma constante espera, podemos esperar se acreditarmos naquilo que queremos, se vale a pena ou n√£o. S√≥ n√≥s saberemos mensurar o n√≠vel de interesse e import√Ęncia do objeto esperado e calcular por quanto tempo devemos esperar. Enfim, embora esperamos, n√£o permitamos que a nossa vida pare. Precisamos fazer acontecer a nossa vida e deixar a roda do tempo girar. Vez ou outra estamos nas cheias, e vez ou outra estamos nas ondas vazias do tempo. O que fazer? Esperar se valer a pena, ou seguir em frente encontrando outro rumo √† seguir. Como uma planta que √© arrancada do seu solo, podemos nos sentir despatriados, perdidos, desprotegidos, mas nos encontramos, com paci√™ncia e disciplina. Apenas precisamos ficar atentos para n√£o deixarmos o tempo levar embora, lentamente, pessoas ou coisas que de fato nos sejam preciosas e, por desaten√ß√£o ou falta de zelo, deixarmos escapar.

Iracema Correia


terça-feira, 15 de março de 2016

Professores!!! Usem e abusem dos livros!




Paralisa√ß√£o Nacional da Educa√ß√£o. A minha filha como aluna da rede p√ļblica, sem aula. Enfim, o que fazer? Eureka!! Estou afastada mas n√£o estou morta! Entre dores, incha√ßos calores, dissabores, t√≠picos de quem bem conhece a Fibromialgia. Entre dores nos bra√ßos sentidas, por  quem tem a S√≠ndrome do T√ļnel do Carpo, vamos √† luta pois a vida √© curta.Entre afazeres do almo√ßo, lanche, preciso garantir √† minha cria mais um dia de aprendizado. E, sinceramente, digo EU, a minha pessoa aqui que vos fala, n√£o sinto muita falta da rede privada. Sinto falta daqueles profissionais que conseguem ir al√©m da lousa, daqueles que n√£o confundem quantidade com qualidade. Que n√£o entopem a lousa de textos e opera√ß√Ķes, com o fim de manter a sala quieta apenas. Se bem que utilizar algumas opera√ß√Ķes matem√°ticas, na lousa enquanto a turma est√° muito inquieta, acho v√°lido!  Afinal, existem contextos e contextos. O problema √© quando isso vira rotina. Quando deixamos de lado a oportunidade de trabalhar de forma interdisciplinar com os alunos. Quando pensamos ou n√£o pensamos que o bastante √© fazer o aluno reproduzir o conte√ļdo "derramado" por n√≥s. A√≠ complica colega! Quando a coisa fica sem sentindo, cansativa, a aprendizagem n√£o rola. Digo isto porque estou em um impasse com um colega, professor de minha filha, impasse no sentido de diverg√™ncias de opini√£o, por√©m, ele √© o professor dela e devo eu respeit√°-lo. Embora n√£o concorde com os seus m√©todos. Quando conversei com a dire√ß√£o sobre o assunto, a mesma, participou para mim que , quem sabe n√£o seria uma nova forma de se educar????????? L√≥gico, senti uma certa precau√ß√£o em n√£o estarmos criticando a pessoa. Mas que mania esta meu Deus de estarmos sempre resistindo a cr√≠ticas em cima do nosso trabalho? Recebemos, se a mesma vem de forma cuidadosa e respeitosa, mas precisamos analisar onde h√° um fundo de verdade. Ser√° que nossos egos inflados ir√£o permitir que deixemos de realizar um trabalho significativo? Acredito que compartilhar √© viver, e o foco aqui √© a aprendizagem fluir e sim, cada pessoa , Pedagogo em particular, tem o seu perfil preferido. Eu particularmente, gosto de turmas com adolescentes, jovens e adultos e quando fiquei com turminhas de tr√™s a sete anos, n√£o me sentia realizada, embora solicitava e recebia constantes orienta√ß√Ķes de colegas que curtiam esta faixa et√°ria. Mas, definitivamente n√£o √© o meu perfil, tenho uma linguagem mais adulta e consigo de forma menos exaustiva trabalhar com adolescentes. De dez anos em diante, at√© cem anos. Bom, voltando ao dia de hoje, aproveitei os livros maravilhosos e suas atividades interdisciplinares para trabalhar com a minha filha : ( matem√°tica) gr√°ficos, tabelas, adi√ß√£o com reserva. Bioma, queimadas, ( geografia). Leitura oral e interpreta√ß√£o textual e de gr√°ficos, produ√ß√£o de frases, uso do dicion√°rio ( L√≠ngua Portuguesa). Desenho livre e pintura ( Arte). Tudo isto em uma pequena atividade sugerida pelo livro. 










Um Gr√°fico onde o aluno tem a oportunidade de interpretar as informa√ß√Ķes ali expostas. Isso √© muito importante onde percebe-se que um dos problemas gritantes nos educandos brasileiros √© sem d√ļvida a quest√£o de Interpreta√ß√£o. Isso se estende at√© √† faculdade e p√≥s. Noto ao ler alguns coment√°rios de pessoas adultas sobre temas variados, e coisas que est√£o ali expl√≠citas , mas n√£o conseguem interpretar. Por isto, a base educacional √© fator crucial para que tais dificuldades possam ser sanadas. O livro apresenta o √≠ndice  da quantidade de queimadas nos diferentes Biomas encontrados no Brasil, apresentando de diferentes formas: gr√°fico de barras simples e tabelas. Com quest√Ķes em que o aluno l√™ , desenvolvendo a leitura oral, e responde, desenvolvendo a escrita e interpreta√ß√£o textual. Primeiro incia com um t√≠tulo assim: N√öMERO DE FOCOS DE QUEIMADAS POR BIOMA.



  • √Č importante destacar √† turma que todo gr√°fico precisa de um t√≠tulo e fonte.E que o mesmo deve explicar a que se refere os n√ļmeros e s√≠mbolos, quer sejam barras simples, m√ļltiplas, linhas, pict√≥ricos, etc.
  • Buscar no dicion√°rio o significado dos termos desconhecidos que, neste caso, seria o termo BIOMA. At√© a etimologia da palavra √© sempre bom considerar.A exemplo: bios=vida e oma=grupo ou massa). S√≥ ai j√° temos muito "pano pra manga".

  • Responder as quest√Ķes propostas pelo livro, no caso deste onde pede que o aluno fa√ßa uma an√°lise onde h√° mais foco de queimadas, onde o n√ļmero √© superior a 1500, onde quase se equaliza, etc.

  • Realizar a opera√ß√£o matem√°tica sugerida pelo livro, e neste caso, deixar que o aluno do quarto ano, identifique qual a opera√ß√£o a utilizar e como realizar√° todos os c√°lculos.

  • A utiliza√ß√£o da Malha Quadriculada para a realiza√ß√£o das opera√ß√Ķes fundamentais, constru√ß√Ķes de gr√°ficos, etc., h√° espa√ßo para incluir a nomenclatura das casas decimais, permitindo um melhor entendimento do c√°lculo realizado. 

  • A Malha Quadriculada √© um recurso muito importante para as atividades matem√°ticas, s√£o infinitas atividades a serem desenvolvidas de maneira mais sistematizada e significativa. Ampliar, reduzir, calcular, construir gr√°ficos,etc., √© s√≥ xerocar normalmente nas √ļltimas folhas de alguns livros que sempre v√™m. Recurso important√≠ssimo que n√£o deveria ser deixado de lado nunca no per√≠odo de estudo.

  • Fazer  uma ponte entre o assunto trabalhado com outra disciplina, o que chamamos de interdisciplinaridade. Neste caso, busquei no livro dela de Geografia alguma fotos dos Biomas brasileiros. Assistimos um v√≠deo no You Tube, para que as imagens fossem melhor captadas e finalizamos com um desenho do Bioma escolhido. O desenho √© livre e permite a livre express√£o art√≠stica da crian√ßa.

Resultado? Ouvi-la estabelecer as rela√ß√Ķes entre as palavras FAUNA E FLORA com o universo dos desenho animados dela. As fadas da Bela adormecida. Citar o desenho de Tinker Bell O Segredos Das Fadas, onde a irm√£ da mesma, vive em outro ambiente, segundo ela, outro bioma e tiveram, em um desenho, grandes dificuldades de se encontrar, porque os seus corpos n√£o estavam acostumados com a diversidade das regi√Ķes em que ambas moravam. Me perguntou qual cor de e tonalidade de azul deveria colocar para representar o r io da Floresta Amaz√īnica, o bioma escolhido por ela, da√≠ olhou bem para a foto e preferiu misturar verde escuro, amarelo e verde claro.E por fim: 

"GOSTEI DE TERMINAR O DEVER COM UM DESENHO". E quem n√£o gosta em?

Sempre priorizei utilizar a interdisciplinaridade nas aulas, nos permite viajar sem fronteiras no campo do conhecimento, tendo pouco ou muito recursos, com turmas de 39 alunos ou 18 alunos. Dificuldades temos, mas nada que nos impe√ßa de transmutar tudo isto e trabalhar com alegria. 

Vídeo acima dos Biomas brasileiros!

Prosperidade e felicidade no atuar colegas!!!!!


Iracema Correia