sábado, 21 de janeiro de 2017

A vida é uma eterna adaptação”












Recebi pelos Correios este livro de autoria do Dr. Antonio Carlos Althoff, reumatologista especialista em Fibromialgia e dor, entre outras especializações. Estudioso da dor e que lançou esta obra com o intuito de ajudar os portadores de Fibromialgia a se adaptarem ao dia a dia. Dr. Antonio Carlos Althoff faleceu em dezembro de 2016 e a sua filha, em sua homenagem, resolveu doar aos portadores de Fibromialgia esta obra. Chorei muito, mas de emoção pelo carinho, respeito e atenção que nos foi dispensados neste ato tão generoso e grandioso. Deus vos abençoe! Imensamente grata.

Iracema Correia


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Gente Sadia








    Gente saudável de alma tem calma, vive sem pressa para provar nada, enxerga mais qualidades do que defeitos nos outros e toda lição que aprende, quer nos bancos da igreja, faculdade, templos, etc., primeiro olha pra dentro de si, penetrando sua alma em busca do tão valioso autoconhecimento.
    Gente sadia não atribui más motivações às outras pessoas, evitando olhar o outro de um prisma particular, afinal tudo é ponto de vista. 
    Gente sadia é honesta nos sentimentos, quando sente inveja, sente, reconhece e transforma esta energia ruim em impulso para alcançar os seus desejos.
    Gente sadia evita mentir, primeiro para si mesmo, porque se respeita, quem não se respeita  também não sabe respeitar o outro.
    Gente sadia não manipula ninguém para conseguir o que quer, seja por meio de palavras ou ações.
    Essa gente toda aí de cima não gosta de mentira, nem a tal mentirinha social, isto não significa que esta gente sai por aí contando suas intimidades ou abrindo o verbo sobre o que pensa a respeito dos outros. Não faz isso, porque tem paz de espírito, não precisa de plateia para inflar o seu ego. 
    Uma alma saudável evita parcerias sem caráter, é aquelas pessoas que já provaram por A mais B diante de algumas circunstâncias que precisam de cúmplices e que acham que a vida é um eterno jogo onde elas precisam sempre ganhar, com a última palavra, com  sua vontade atendida, obrigando o outro a fazer o que ela quer porque se não, rola ameaça, qualquer ameaça.
    Estamos precisando, urgentemente de mais pessoas sadias. Curioso é que os vídeos de autoajuda são os menos curtidos comparando com os besteiróis que em sua maioria nada acrescentam na vida.
    Há quem olhe para pessoas que tomam medicações para problemas mentais e caçoem delas porque as encarem como doentes mentais. Infelizmente a quantidade de doentes mentais é muito grande no mundo, porque só uma minoria procura ajuda, enquanto outros "sadios" são os causadores de muitos dissabores e adoecem as pessoas do seu convívio, cansam com tanta dificuldade para conviver. 
    Por fim, gente sadia aprende que apesar das fases turbulentas da vida, onde muitas vezes ' a mera opressão faça o sábio agir como louco' parafraseando um texto bíblico, não deve ficar ou se sentir triste mas usá-la como lição. Parece meio chato quando estamos diante de um problema e alguém diz: "tudo que acontece de ruim é pra melhorar, tem uma lição ou é para depurar a alma." No momento das aflições é muito chato mesmo ouvir isto, mas se tivermos uma atitude de escuta e observações saudáveis, perceberemos o seguinte: 

_ Quem chegou junto de verdade quando você clamou por ajuda?
_ Quem só quis saber?
_ Quem só se aproxima nos momentos ruins e some nos felizes ou vice versa?
_ Qual foi a saída mais viável e como chegou  à ela?
_ O que aprendeu com isto?
_ O que fazer para evitar se possível, que isso volte a se repetir?

    Notemos que são muitos que se chegam para saber informações de problemas que ocorrem em nossas vidas, afinal, notícias ruins dão mais IBOPE . Ser um agente transmissor delas, para quem tem baixa autoestima é se sentir útil. Se afaste desta gente doente que não reconhece a sua doença inserida na alma. Se afaste de quem finge que é seu amigo e te deixa na mão quando mais você precisa. Cerque-se de pessoas saudáveis, de gente que mesmo com o físico doente tem uma mente tão saudável que com um simples ato, resolve seus problemas num piscar de olhos, da maneia que realmente pode. Seja saudável também, físico, mental e emocionalmente falando. Afinal, semelhante atrai semelhante. Eu quero atrair 


GENTE SAUDÁVEL

Iracema Correia

   





sábado, 7 de janeiro de 2017

Um por todos e todos por um!



Sempre dizia aos meus alunos na aula de História : Hitler não agiu sozinho, era apenas um  homem, louco e obstinado , infelizmente tido como líder. .. alguns o chamavam de My Fuhrer "meu paizinho, líder,  condutor, guia" 😕,Heil Hitler!!! 😕 hoje vemos cenas assim bem pitorescas, políticos endeusados, curioso que esta semana assisti  mais uma vez, o Homem da Máscara de Ferro e mais uma vez fiquei fascinada com a cena em que o exército recusa lutar contra D'Artagnam o líder  e treinador deles,  mesmo desobedecendo o déspota do príncipe : " Um por todos e todos por um" Fantástico! !! Atitudes fracas e egoístas são muito comuns entre a humanidade porque vivemos num mundo bélico, que não percebe a abundância do universo e de que há espaço para todos. Além do mais, os que eram e são cúmplices de desonestidade e injustiças, não serão livrados das consequências dos seus atos. Afinal, "A Lei do retorno é a mais imutável das Leis Universais." 
Um povo pobre politicamente e desunido é um povo fraco. 😕

Iracema Correia

domingo, 1 de janeiro de 2017

Sobre pessoas e hábitos.


DE QUEM GOSTA DE MIM



  Valorizo por demais o caráter de uma pessoa. Este caráter é analisado por mim em pequenas coisas, afinal não são nas pedras grandes que costumamos tropeçar. Cada dia que se passa é perceptível a pouca atenção aos bons hábitos. Poucos sabem receber alguém nas suas casas, fazem uma festa e a mesma fica solta sem um responsável ou um mestre de cerimônia. Muitos não percebem que fazer cerimônia é ter a delicadeza de servir desde um cafezinho à uma distração, como ver fotos antigas por exemplo, tocar um instrumento, entreter com conversas  ou músicas edificantes os convidados, oferecer uma água, etc. Os bons hábitos de sentar na frente da casa ao calor e luz de uma fogueira para contar "causos" ou numa roda na sala, sem a interferência de mensagens de celulares ou até da intromissão da vida dos outros como roteiro.Sinto falta de papos edificantes com pessoas edificantes, que aumentem o meu conhecimento e meu prazer pela vida. Estou correndo de convites para festas chatas com pessoas que nada acrescentam na minha vida. Quero edificar-me, aguçar o prazer pela leitura , arte em geral com quem valha a pena. Tá tudo tão superficial que quando somos educados com alguém, receptivos, as pessoas nos olham com espanto, como se fôssemos de outro mundo. Estou na certeza de que sim, sou de outro mundo. Um mundo mais polido, mais fino, onde pequenos gestos ainda são valorizados. 

Eu vejo a vida mais clara e farta
Repleta de toda satisfação
Que se tem direito
Do firmamento ao chão

    Pessoas reclamam o tempo todo disto mesmo que eu reclamo, mas a diferença é que poucos agem. Muitos têm vergonha de fazer gestos bonitos e serem "mal interpretados". Um homem ser cortês com uma mulher e achar que por isso ela vai lhe achar um fraco. Se alguma mulher reclama da cortesia de uma homem é porque ela realmente não o merece. Da mesma forma uma mulher que age com carinho e respeito com um homem a quem ela admira não deve ter receios de ele a achar bôba, melosa, pois um homem que pensa assim também não a merece. É necessária sem dúvida a equalização nas relações. Estou nesta vibração. Dando a medida do que eu recebo. Desistindo de quem eu já insisti para estar na minha vida, quando na verdade se não quer ficar é porque não se adequou com a situação. Que situação? São tantas ora bolas. Eu por exemplo tenho um senso de alteridade muito grande que beira a fidelidade canina e espero isso dos meus poucos amigos. Tenho muitos conhecidos e muita facilidade de criar vínculos que alguns chamariam de amizade, mas só com raros mantenho, porque coisas pequenas são muito importantes para mim. 
    Recentemente algo muito chato aconteceu em minha vida, onde sofri uma tremenda injustiça, o que para uma pessoa metódica como eu, machuca muito. Para muitas outras que pra nada ligam, tanto faz, para mim que tenho este senso de empatia e compromisso com a vida e com o outro, foi como uma dor muito forte, nesta época, ainda via as pessoas por mim, porque é assim que enxergamos a vida, a partir da nossa visão. Se somos espertos, experientes ou maldosos, olhamos todo mundo assim, ao contrário, a mesma coisa. Tinha uma visão muito romântica da vida. Precisei apanhar muito para descobrir que " as nuvens não eram de algodão", foram surras cruéis! A pior de todas elas foi descobrir que justamente o que eu mais cultivava na minha vida, a empatia, era justamente o que mais faltava nas pessoas. O querer estar no lugar do outro, sentir a dor do outro. É aquela velha máxima " pimenta nos olhos dos outros é refresco". Nunca quis ver como refresco uma pimenta nos olhos de quem chora de incômodo, é ser muito pobre, egoísta. Infelizmente conheci o dissabor de perceber o quão estou sozinha neste mundo de bilhões de pessoas, o quanto dói uma pessoa dizer que é seu amigo e manter ao mesmo tempo estreita relações com pessoas que lhe machucaram. Porque eu sou assim e defendo os meus amigos de verdade, como cada dia estes estão diminuindo, tenho procurado me envolver menos com quem tem menos para me dar. Ofereço um banquete da minha amizade hoje apenas à quem já provou que merece estar em minha vida, os demais, vão passando. Não esperem de mim tratamento igual.Hoje e sempre serei fina, educada, simpática, carinhosa, amorosa e elegante para quem sabe o que realmente estas palavras significam, para os demais ofereço apenas a minha  boa educação.


Iracema Correia
    


sábado, 31 de dezembro de 2016

Feliz Ano Novo? Novo mesmo? Hummmm..




Sem querer ser a diferentona, aquela pessoa do contra ou que nada acredita e, deveras, ao mesmo tempo sendo um cadinho ou quem sabe um tantão. Nunca tive o hábito de comemorar ano novo, Natal, aniversário....etc, seguindo esta linha por aí. Por questões de criação religiosa e pesquisas, sempre encontrava no fundo destas tradições, uma adoração à algum tipo de deidade e sendo até então cristã, não fazia sentido este ecumenismo pois, segundo a religião, estaríamos prestando adoração à outros deuses, sendo que  apenas haveria um único verdadeiro criador do Universo a quem deve única e exclusivamente toda adoração. Por certo, foram anos dentro de uma bolha. Nunca me senti aflita ou desejosa de participar de tais comemorações haja vista que as mesmas não faziam sentido para mim. E mais ainda é perceber que as pessoas que tanto persistem nestas comemorações, sequer têm a noção da mensagem que as mesmas querem passar.Mensagem seria na minha visão, o cerne de tudo. Qual a razão de tantas comemorações? Que necessidade as pessoas tiveram para reservar dias para a mudança disto ou daquilo? Sabemos que ano novo é apenas um dia para o outro. O que muda no cosmos? O que muda na minha vida? Que energia é esta tão forte que influencia até na cor da roupa que usamos? Será mesmo? Historicamente, sabe-se que povos antigos, festejavam as datas das colheitas, adoravam o deus Sol, como é o caso da origem do Natal, relembrava em festejos a libertação do período de escravidão, como era o caso da Páscoa original comemorada pelos Israelitas, etc.. Eram sinais e momentos de reflexões. REFLEXÕES, RE...
Será? Quando ouço músicas de pagode a um nível elevado de decibéis e as pessoas gritando porque o som não lhes permite serem ouvidas, eu me pergunto: como se processam essas comemorações e onde está então o novo? Para a política sim, entrada de um novo prefeito, novo reajuste salarial, novas perspectivas para a Economia em caso de mudança de presidente também, entre outras questões. Digo na questão do Eu, o que muda? Nada, nada muda. Sei que cada pessoa tem o seu ano pessoal e que sim, na data do seu aniversário passam-se ciclos onde se cada um permitir, o novo ciclo poderá de fato ser considerado novo.Para tanto, há a necessidade de Reflexões..RE, dar a marcha ré não no sentido de viver pro passado mas olhar para ele com flexão, flexionar as atitudes, amolecer o que precisa ser amolecido e enrijecer o que precisa ser enrijecido, caso contrário, viveremos na ânsia de novos tempos que NUNCA chegarão. Sejamos esta mudança que tanto desejamos. Mudemos o nosso proceder sempre refletindo cada ato e deixando um legado de sabedoria e paz para as próximas gerações.  Feliz Metamorfose!

Iracema Correia



quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Dezembro e o amor.



Ele teve seu prestígio, mas acabou sendo trocado pela paixão instantânea e pelo sexo ocasional. Estou falando do amor, lembra dele? Pois é, já viveu melhores dias. Nessa era dos entusiasmos superficiais, ficou cafona falar de amor. Casais agora se unem por desejo, oportunidade ou conveniência. Todos querem se apaixonar amanhã e somar mais um nome ao seu currículo pessoal de aventuras, mas cultivar um amor para sempre? Cruzes. O amor, para os desencantados do século 21, deixou de ser fotogênico e inspirador. Já deu os versos que tinha que dar. Quem teria paciência e tempo, hoje, para se dedicar a uma só pessoa? O amor faz sofrer e, além disso, não rende uma boa história para repartir com os amigos, não vira matéria de Segundo Caderno, foi barrado das redes sociais.

O amor segue valorizado, apenas, no cinema e nos livros. A arte ainda investiga esse sentimento que teima em não ser da forma que o idealizamos. O amor quase sempre se apresenta como difícil, seja por diferenças raciais, sociais e de idade, ou porque um dos amantes é casado, ou por ser vivido à distância, ou ainda porque as famílias não aprovam a união, no melhor estilo Capuleto e Montecchio (só que em vez de os pais encrencarem, agora quem encrencam são os filhos do primeiro casamento).

Ainda assim, eu arriscaria dizer que nada é mais poderoso do que o que a gente sente. Nada. Nem mesmo o que a gente pensa.

O amor é bem mais exigente do que a paixão efêmera: ele pressupõe a construção de duas vidas a partir de uma simples troca de olhares, que é como tudo geralmente começa. Enquanto a paixão se esgota em si mesma e não está interessada no amanhã, o amor é ambicioso, se pretende eterno, e para pavimentar esta eternidade não mede esforços. É uma loucura disfarçada de sanidade.

Não fosse uma loucura, o amor não seria o que é: lírico e profundo, rebelde e transformador. Amar é a transgressão maior. É quando rompemos com a nossa solidão para inaugurar uma vida compartilhada e, portanto, inédita.

Só mesmo a loucura inclassificável do amor para fazer as pessoas criarem trigêmeos, trocarem de sobrenome, dividirem o mesmo banheiro, relacionarem-se com os parentes do outro e achar tudo isso normal e inebriante.

Mesmo desprestigiado, devemos muito a ele. “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine.” São Paulo, primeira epístola dos coríntios, cap. 13, v 1-7. Eis um pouquinho de reflexão neste mês natalino, em que o amor sai do limbo, ganha novo fôlego e avisa que ainda está vivo. Seu aparente descrédito é consequência da pressa de viver, da urgência dos dias, da necessidade de se “aproveitar” cada instante, como se amar fosse um impedimento para o prazer. Francamente, o que se aproveita, de fato, quando não se sente coisa alguma? A resposta é: coisa alguma.

https://www.facebook.com/CronicasDeMarthaMedeiros


terça-feira, 13 de dezembro de 2016

COPIEI, COLEI, ME IDENTIFIQUEI E AMEI.



"Disseram pra ele que as coisas deveriam ser exatamente do jeitinho que são e ponto final. Ele acreditou, não questionou e apenas seguiu a boiada.
Disseram pra ele que trabalhar era algo abominável, um mal necessário e um castigo. Disseram que existiriam dias intermináveis que o tempo pareceria nunca passar para que enfim terminasse o martírio de mais um expediente de trabalho. Ele acreditou, não questionou e apenas seguiu a boiada.
Disseram pra ele que o diploma era algo tão importante que ele deveria, a qualquer custo, ainda que sem projeto, propósito ou vocação, vagar por qualquer faculdade, não importasse em qual curso, para deixar a sua família muito orgulhosa. Além disso, disseram pra ele que as festinhas regadas a bastante bebida e drogas o tornariam parte de uma elite intelectual e descolada de nosso País careta e analfabeto, pois um diploma pendurado na parede seria um grande diferencial, necessário e suficiente para o seu sucesso. Ele acreditou, não questionou e apenas seguiu a boiada.
Disseram pra ele que empreender e correr riscos era algo abominável, que um emprego com estabilidade era o bicho e que todos que acreditassem ser possível construir um projeto grandioso seriam considerados sonhadores alienados, bitolados, pobres coitados, dignos de pena e alvos de muitas gargalhadas em rodas de amigos. Eles garantiram a ele que esses sonhadores desajustados sempre acabariam explorados pelo sistema inescrupuloso e insaciável. Ele acreditou, não questionou e apenas seguiu a boiada.
Eles também disseram pra ele que horário de trabalho que se preze seria no máximo de 9:00h`as 18:00h, mas que de preferência que fossem em meio expediente, de segunda a sexta, porque o domingo era dia de assistir programas de auditório na TV, dia de lavar, com o som tocando bem alto, minuciosamente o carro pago em 60 prestações pra depois seguir para a um churrasco na laje e, ao final do dia, começar a se lamentar nas redes sociais porque a segunda feira já está chegando. Ele acreditou, não questionou e apenas seguiu a boiada.
Disseram pra ele que a casa própria, paga em 30 anos, financiada por um banco do governo, era sinal de status e segurança, ainda que no final fossem pagos mais de 3 vezes o valor de uma casa e que isso acabasse lhe prendendo a uma cidade, tirando-lhe a mobilidade de aceitar um desafio profissional ou negócios em outro Estado ou País. Ele acreditou, não questionou e apenas seguiu a boiada.
Disseram pra ele que quem nasce pobre morre pobre, que existiam cartas marcadas, que SOMENTE prosperava quem se envolvesse em algo ilícito ou quem ganhasse na Mega Sena. Disseram que quem não tivesse capital, morreria com suas idéias debaixo do braço e que NADA poderia ser feito para mudar esta situação. Também disseram pra ele que, na dúvida, seria melhor seguir o fluxo, para que no mínimo, esta prerrogativa pudesse ser usada como um bom consolo e justificativa para sua frustração no futuro. Disseram também para ele, em todas as rádios e programas de TV, que a melhor filosofia de vida seria a do "Deixa a vida me levar..."
Ele acreditou, não questionou e apenas seguiu a boiada.
Disseram pra ele muitas outras coisas, como "mais vale o certo do que o duvidoso", que rico é tudo safado, que pobreza é uma virtude, que o Brasil é um país que não tem jeito, que o valor do jovem é muito pequeno por não ter experiência. Disseram pra ele de forma enfática: as coisas são desse jeitinho há séculos, ponto final e não se discute mais. Infelizmente ele acreditou, não questionou e apenas seguiu a boiada.
Só não disseram pra ele que sucesso é uma ciência exata que todos podem aprender. Também não disseram pra ele que não questionando e apenas seguindo a boiada, ele vai passar pela vida realizando muito pouco, apenas como um a mais numa imensa multidão de descontentes. Também esqueceram de dizer pra ele que o seu valor era enorme e que, independentemente de sua origem social, raça ou orientação sexual, ele poderia transformar a sua realidade e mudar o mundo e influenciar a todos ao seu redor.
Esconderam dele que, apesar da crise econômica, há várias pessoas vencendo no Brasil que começaram do zero e romperam enormes barreiras sociais e mudaram o destino de seus sobrenomes.
Esqueceram de dizer pra ele que a maioria dos que ganham na loteria empobrece poucos anos mais tarde, que a MÉDIA salarial de um jogador de futebol é menor do que a média de um professor, que as subcelebridades dos reality shows têm uma efêmera fama que é muito diferente de sucesso e que logo caem no ostracismo e que devemos escolher melhor os nossos referenciais a serem seguidos.
Que pena que não disseram tudo isso pra ele. Por isso, ele terminou sua vida enterrado num cemitério juntamente com todos os seus projetos, sem ter desfrutado da conquista de todos eles com a sua família e sem ter deixado legado algum para as próximas gerações.
Um grande desperdício..."

Flávio Augusto do "Geração de valor"